Como o Fed pode influenciar na economia do Brasil?

O Federal Reserve, ou Fed, é um órgão governamental responsável pelo setor econômico dos EUA. Ou seja, é como se fosse o nosso Banco Central do Brasil. Saiba mais!

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Por algum acaso você já ouviu falar no Fed? Se você já é mais experiente no mercado econômico, com toda certeza, já ouviu esse termo por aí. Acertei? Mas, mesmo assim pode ser que você não saiba ao certo o que ele quer dizer. Em resumo, estamos falando do sistema de reserva federal econômico norte-americano; ou seja, é o banco central dos EUA. Simples assim.

Quer entender mais? Vamos lá! Essa é a instituição responsável por regular toda e qualquer medida econômica dos Estados Unidos da América – como por exemplo, as taxas de juros. Mas, na verdade, muitas pessoas se questionam qual é a relação entre o Federal Reserve e a economia do Brasil. Também é uma dúvida sua? Então você está no lugar certo. Não tire os olhos da tela!

Você já conhece o Fed? Sabe o que é?

Federal Reserve Board. Esse é o significado da sigla Fed. Em português quer dizer Sistema de Reserva Federal dos EUA. A instituição norte-americana tem a responsabilidade de administrar todo o sistema bancário americano, assim como determinar toda e qualquer política monetária que será aplicada. Em suma, como já dissemos por aqui, funciona da mesma forma que o Banco Central do Brasil.

Nos dias de hoje, o Fed busca manter um bom sistema econômico e financeiro para a população norte-americana; ou seja, com um pouco mais de estabilidade e flexibilidade para o povo. Além do mais, é importante destacar que o Fed é uma instituição que não depende do governo ou de quaisquer outras instituições políticas. Por esta razão, ele tem liberdade e autonomia de tomar decisões sem precisar da aprovação do governo.

Não é surpresa para ninguém que os EUA são conhecidos pelo mundo como uma das maiores economias globais. Correto? Pois bem, sendo assim a principal função da instituição é conduzir a política dos EUA para que ela se mantenha no nível que hoje se encontra. Mas, além disso, também é função do Fed: a. proteger, supervisionar e regular a seriedade das instituições financeiras; b. estabelecer a negociação de títulos públicos; c. manter a estabilidade do sistema financeiro; d. proporcionar a segurança e auxiliar no desenvolvimento da comunidade; e muito mais…

Como a instituição funciona?

O Federal Reserve, Fed, é composto por 3 principais entidades – nomeadas entidades chaves:

  1. Board of Governors – ou Conselho: um órgão independente de 7 membros nomeados pelo Presidente e confirmados pelo Senado, sendo que, assim como os outros membros, o presidente nacional do Federal Reserve também é nomeado pelo presidente do país. Esses membros atuam por 4 a 14 anos e supervisionam o banco, buscando garantir a independência política;
  2. Federal Reserve Banks – ou Bancos da Reserva Federal: são como os bancos centrais das várias regiões dos Estados Unidos da América. Eles são responsáveis ​​por transferir moedas para bancos comerciais. Existem 13 bancos nas seguintes cidades: Atlanta, Boston, Chicago, Dallas, Kansas City, Minneapolis, Nova York, Filadélfia, Richmond, San Francisco, St. Louis. Louis e Washington D.C.;
  3. Federal Open Market Committee: Também conhecido como Comitê Federal de Mercado Aberto, conta com 19 participantes e é responsável por determinar a taxa básica de juros e a gestão monetária do país. As decisões são tomadas pelo presidente e seu vice-presidente, membros do conselho (Board of Governors) e os 12 presidentes dos bancos de cada distrito. Esta última categoria reveza anualmente.

A influência do Fed na economia brasileira

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Não existe qualquer dúvida sobre a importância mundial da economia dos EUA. Assim, por mais que o Fed não possa interferir em outras nações de forma direta, qualquer decisão tomada pela instituição acaba influenciando vários outros países pelo mundo – e aqui no Brasil não seria diferente. Por esse motivo, o banco central americano impacta alguns fatores econômicos brasileiros. Como a taxa de juros; afinal, quando a tarifa básica de juros americana varia, existe uma influência direta no valor do dólar e dos barris de petróleo – impactando também outras economias.

Outro fator que podemos citar por aqui é a compra e venda de títulos, que possui relação com a quantia de dinheiro que circula dentro de uma nação. Por esta razão, quando o Federal Reserve adquire títulos, ele remove esses ativos do mercado e acrescenta dinheiro no mesmo. Depois, quando vende, ele recolhe o dinheiro do mercado. Complexo, não é mesmo? Mas, com certeza, estes são fatores de muita influência no setor econômico.

Federal Reserve X Banco Central: reuniões afetam seus investimentos

Guerra entre Ucrânia e Rússia, gargalos nas cadeias de produção pelo mundo e aumento elevado dos preços das commodities. Esses são os acontecimentos que compõem o cenário da resistente inflação que temos visto nos últimos meses em grande parte do mundo. O Copom e o Fed, juntos, tem a responsabilidade de decidir o rumo a ser seguido com as taxas de juros.

A última reunião aconteceu no dia 16 de março, uma quarta-feira, e é chamada de Super Quarta. Esse ‘evento’ acontece quando as reuniões de política monetária do Brasil e dos Estados Unidos caem no mesmo dia; inclusive, geralmente essas reuniões movimentam os ânimos dos investidores que procuram entender o que isso significa para os investimentos – seja no Brasil ou no exterior.

O aumento das taxas básicas de juros já é esperado nas duas nações. E esse será o primeiro movimento do banco central americano em três anos como uma tentativa de frear a alta da inflação nas terras americanas que, inclusive, já atinge quase 8% no acumulado de 12 meses. Já no Brasil, o BC segue com a mesma estratégia de março do ano passado, quando começou o aumento das taxas. No último ano, o IPCA bateu mais de 10% e, nesse ano, já acumula 6,45% de alta.

A alta dos juros nos EUA para o Brasil

O aumento da taxa de juros norte-americana traz consequência para os empregos, salários, valores de alimentos e retorno dos investidores e empresários. Com a elevação da taxa, o dinheiro se torna mais caro e menos disponível no mercado; assim, os investidores do exterior que resolveram apostar no Brasil devido as vantagens cambiais e da grande diferença de juros entre tais economias não devem continuar investindo da mesma maneira.

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Redator especializado em finanças, focado em transformar temas complexos em conteúdos claros, práticos e acessíveis. Produz artigos sobre investimentos, economia, renda extra e educação financeira, sempre com linguagem objetiva e orientada para resultados.