Embora sejam duas palavras que juntas soam estranho, o consumismo infantil é bem mais presente na realidade do que muitas pessoas podem imaginar. Saiba mais aqui!

Ninguém nasce sendo consumista. O consumismo, na verdade, é uma ideologia, um hábito mental que se tornou um dos pontos culturais mais marcantes da nossa sociedade. Pouco importa o gênero, idade, nacionalidade ou poder aquisitivo. Inclusive, o consumismo infantil entra nessa pauta, e é sobre isso que vamos discutir hoje…
As crianças, que vivem um desenvolvimento peculiar, são um pouco mais vulneráveis do que os adultos, mas também não ficam de fora dessa lógica. Na verdade, infelizmente, os pequenos sofrem cada vez mais cedo com as consequências ligadas aos excessos do consumismo – obesidade infantil, consumo precoce de drogas e álcool, erotização precoce e etc. Ou seja, essa é uma questão de extrema importância e muito urgente.
O que é o consumismo infantil? Você conhece suas causas?
Consumismo infantil. Essas duas palavras soam de forma estranha quando ditas juntas; mas, infelizmente, são mais presentes do que gostaríamos na realidade. Daqui a pouco chega o dia das crianças e os pequenos já esperam seus presentes – sim, além dos pedidos de ‘compra isso, pai’ e ‘compra aquilo, mãe’ de todos os dias. A curto prazo, esse consumismo pode causar muitos danos e, a longo prazo, fazer com que se tornem adultos com problemas financeiros.
O consumismo é um fenômeno social que atinge muitas pessoas – de qualquer faixa etária. É a vontade imparável de comprar, comprar e comprar mais um pouco. Quem convive com crianças com certeza já passou por aquela situação: o pequeno passa meses pedindo um brinquedo, ganha, e depois a animação dura apenas dias (ou até horas). Esse é um clássico comportamento de consumismo infantil.
Por se tratar de uma questão social, não existe somente uma causa. Então, pode ser pelo consumo intenso de propagandas, carência ou até a necessidade de ser aprovado por um grupo. Ainda que muitas pessoas não acreditem, a vontade social e a sociedade de aceitação também são frequentes causas para o consumismo dos pequenos. Por exemplo, que criança nunca pediu algo só porque os amiguinhos da escola tinham? Ou porque viram nas redes sociais?
Seu filho(a) é consumista?
É interessante que os pais fiquem atentos. Às vezes, a própria rotina do lar pode levar a práticas consumistas. A falta dos pais no cotidiano, causada pelo trabalho, pode criar um grande vazio de afeto e carinho. Então, tal sensação pode acarretar uma grande necessidade de comprar e de consumir. No geral, os pais que passam por essa situação se sentem culpados pela ausência e a compram mais e mais brinquedos como forma de compensar as crianças.
Claramente, esse é um problema muito maior do que somente familiar. Por isso, é preciso que o consumismo infantil seja combatido no dia a dia. Dar o exemplo é, com certeza, o primeiro passo; afinal, os pequenos aprendem muito enquanto observam os adultos. Então, desde cedo devemos incentivar o consumo consciente, é um belo começo e uma excelente prática sustentável.
Falar sobre educação financeira com os pequenos parece algo complicado, não é? Mas precisa ser feito – e não precisa ser complicado, viu?! Negocie com seus filhos o que ele quer e o que é possível ganhar, para que eles compreendam esse diferencial. Além disso, é legal incluí-los em atividades do dia a dia, como as compras no supermercado; assim, eles podem entender a importância de tudo que é colocado no carrinho.
Lidar com o consumismo infantil pode ser um desafio

Embora pareça um desafio, as crianças podem te surpreender e ser mais compreensivas e inteligentes do que você pode imaginar. Além das dicas que você já viu por aqui, também é legal que você incentive as crianças e ensine que gratidão e felicidade são estados de ‘ser’, e não dependem de ‘ter’. Ou seja, bens materiais não devem ser tão exaltados sempre.
Por exemplo, valorizar alguma conquista ou parabenizar as crianças por algo vai além de presentes materiais; invista em atividades e passeios com os pequenos. Ademais, o vínculo entre a família deve ir além do presente – e as crianças devem saber isso. Brincar ou ler juntos, inclusive, são algumas das milhares de atividades interessantes que podem ser colocadas em prática – e que, ainda, ajudam na diminuição do consumismo infantil.
As consequências desse problema
Pois bem, como já dissemos por aqui, o consumismo infantil tem diversos problemas; afinal, é algo que afeta as áreas de desenvolvimento dos pequenos. E são de curto e longo prazo. A curto prazo, podemos citar, por exemplo: a impaciência e a irritabilidade; ou seja, o que podem gerar as famosas birras e pirraças. Essas são as mais comuns e mais fáceis de encontrarmos por aí.
Vale citar, inclusive, que o consumismo não quer dizer somente sobre o consumo de bens materiais, mas também o consumo de alimentos. A obesidade infantil é uma condição super preocupante e que está ligada diretamente ao consumismo infantil, visto que é algo que altera a relação a criança com os alimentos.
Por outro lado, a longo prazo, podemos citar os problemas associados à gestão financeira na fase adulta – super recorrentes, inclusive. Isso vai desde o adulto não conseguir poupar dinheiro até a frustração pela própria condição financeira e social. Sem falar, claro, de transtornos psicológicos que podem estar atrelados à necessidade de comprar, comprar e comprar.
Tente ressignificar datas especiais!
Com o fim de ano chegando – e o natal se aproximando, é comum que as crianças fiquem eufóricas. Por isso, pode ser legal tentar ressignificar os presentes. E existem diversas maneiras de fazer isso! Uma boa estratégia para desviar a antecipação do consumismo infantil é incluir mais brincadeiras e atividades que não envolvem presentes na noite de Natal.
Além disso, também é interessante incluir os pequenos em ações de caridade, como a distribuição de presentes. Assim eles conseguem ressignificar a data e seus brinquedos.
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