Bitcoin bate mais de US$47 mil, renovando assim a máxima anual. Ethereum não fica para trás e altcoins alcançam dois dígitos. Entenda alta no universo das criptos!

Uma recente alta generalizada no mercado das criptos levou o Bitcoin – ativo mais famoso desse meio – a ultrapassar, mesmo que brevemente, sua máxima atingida no ano de 2022. Assim, o valor alcançado na madrugada do dia 28 de março foi US$47.524. Já na manhã seguinte, houve um pequeno recuo e a moeda estava na casa dos US$47.123. O que é equivalente a 5,7% de alta naquelas últimas 24 horas.
Por outro lado, o Ethereum apertou o ritmo um pouquinho mais do que o Bitcoin. O que isso quer dizer? Quer dizer que o ETH subiu mais do que o BTC; isso mesmo, registrando alta de 6,1%, o ativo estava sendo comercializado a US$3.334. Depois de seis dias consecutivos de alta, o Bitcoin atingiu em média 12% de valorização na última semana de março; inclusive, acompanhando um movimento mais amplo de expansão de valor em ativos globais.
Quais os motivos de alta das criptos?
Além disso, outra razão por trás da alta das criptos, é que os investidores estão claramente otimistas com o apetite do mercado em meio à guerra na Ucrânia e ao anúncio do Federal Reserve (Fed) de um aperto monetário contínuo. Para Joe DiPasquale, CEO da gestora de fundos BitBull Capital, o Bitcoin está “mostrando resiliência” após o primeiro aumento de juros praticado nos EUA em décadas.
Em termos de análise técnica, DiPasquale observou que está aumentando o volume de negociação e os compradores estão tentando transformar uma linha de resistência (uma área de muito interesse de venda) em um nível de suporte (uma área de muito interesse de compra). “O Bitcoin quebrou as médias móveis exponenciais semanais de 8, 21, 40 e 55 em apenas uma semana!”. Isto é, claramente, uma reversão de tendências. Embora o mercado seja uma caixinha de surpresas, este pode ser o começo da retomada de alta do mercado financeiro.
Especialistas da Transfero também notaram que o interesse em opções de compra aumentou de forma significativa em comparação com o número de opções de venda. “Isso mostra que os investidores estão confiantes no movimento de alta nos dias que temos pela frente”, disse a empresa em nota. Para Daniel Kukan, analista técnico da trading suíça Crypto Finance AG, os padrões gráficos do Bitcoin sugerem que a cripto pode subir para a casa dos US$53 mil.
É preciso cautela e atenção
No entanto, a maioria dos especialistas ainda aconselha cautela, enfatizando a necessidade de observar os próximos dias para determinar se a recuperação continuará. Em outras palavras, as criptos ainda não foram dissociadas das ações; portanto, um novo movimento de refúgio pode reduzir o preço do Bitcoin e de outras criptomoedas mais uma vez. Não se esqueça que estamos falando de um setor volátil.
Para aqueles que ainda não estão comprando Bitcoin, especialistas desse universo recomendam esperar um pouco para ver se os preços da última semana se março iriam ficar acima do fechamento da semana anterior – na casa dos US$46 mil. Um dos potenciais catalisadores da volatilidade é o vencimento das opções trimestrais que estão programadas para o primeiro dia do mês de abril.
No entanto, as criptos menores conhecidas como altcoins ignoram essa incerteza e atraem investidores que estão á procura de lucros maiores. A partir da manhã do dia 28 de março, as criptomoedas no top 100 não apresentaram queda; algumas até apresentaram altas de dois dígitos. Alguns subiram mais de 20%, como, por exemplo, Filecoin (FIL), Holo (HOT) e Ziliqa (ZIL), que subiram entre em média 25% – um pouco para mais ou para menos.
Coinbase negocia aquisição do Mercado Bitcoin

A maior exchange de criptos dos Estados Unidos da América e segunda maior do mundo inteiro, a Coinbase, está passando por uma negociação; o interesse é a aquisição da 2TM, proprietária do Mercado Bitcoin. E, segundo informações divulgadas, é bem possível que o negócio seja fechado até o final do mês de março. As companhias envolvidas não comentaram sobre o assunto. Ainda, de acordo com fontes, a Coinbase está nesse processo de negociação com a empresa brasileira desde o último ano.
Agora, então, o negócio está próximo de ser selado. No entanto, ainda não foi divulgado quais seriam os valores – exatos ou aproximados – envolvidos na aquisição. No mês de janeiro, por exemplo, o Mercado Bitcoin informou que contava com mais de 3 milhões de usuários. Com a suposta compra, então a Coinbase se colocaria em posição de enfrentar a Binance Brasil, maior corretora de criptos mundial por volume negociado.
Estado do RJ oficializa pagamento de tributos com criptos
Na última semana de março, a prefeitura do Rio de Janeiro fez um anúncio que, com certeza, deixará muitos cariocas mais felizes. É o seguinte, os moradores do estado do Rio de Janeiro terão permissão para pagar o IPTU – Imposto Predial e Territorial Urbano – com criptos. Isso mesmo, a partir do próximo ano os cariocas poderão quitar o IPTU com criptomoedas.
Sendo assim, o RJ passa a ser a primeira cidade brasileira a oferecer a quitação de um tributo por meio de Bitcoin. No entanto, a prefeitura não irá armazenar as criptos: através de uma companhia, ainda a ser contratada, os repasses dos contribuintes irão ser convertidos para a moeda brasileira logo no ato do pagamento do imposto.
Para deixar bem claro, a iniciativa da prefeitura carioca é reconhecer esse mercado digital. Então, agora aqueles que investem em criptomoedas e é residente do Rio de Janeiro poderão gastar o ativo no estado e quitando o tributo oficial na cidade carioca. Ao que tudo indica ainda tem mais novidade por vir; afinal, o prefeito afirmou que o avanço nesse meio será mais rápido do que o esperado pela população.
Instagram vai popularizar NFTs
A adoção de NFTs pela rede social mais popular do mundo tem grande capacidade de tornar a tecnologia mainstream. O Deutsche Bank foi o responsável por essa afirmação. Depois de rumores circularem por aí em janeiro, Mark Zuckerberg afirmou, no início de março, que a companhia vem realmente trabalhando para trazer tokens não fungíveis para a rede social no curto prazo.
Ainda, de acordo com o banco alemão, a rede social irá facilitar o processo de comercialização de NFTs; assim, diminuindo as barreiras à entrada. Show, não é?
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