De acordo com os dados da OIT, a taxa de desemprego em 2022 ainda será alta por causa dos impactos da pandemia. A expectativa é que esse cenário apresente uma melhora considerável somente a partir de 2023.

O desemprego sempre foi um importante problema enfrentado pelo Brasil. Contudo, agora, com os efeitos da pandemia, a OIT (Organização Internacional do Trabalho) afirma que a taxa de desemprego em 2022 continuará com número bem elevado, se considerado o cenário antes da pandemia, em 2019. Além disso, existe um deficit importante de horas trabalhadas.
Seguindo o cenário atual, nas melhores expectativas, a recuperação do setor de emprego, para que o número de desempregados volte ao nível de antes da pandemia, é para o ano de 2023 ou mesmo o ano de 2024. Atualmente, o mercado de trabalho passa por um momento bastante preocupante. Principalmente quando olhamos na perspectiva dos dois problemas: o desemprego e a redução das horas trabalhadas.
Efeito pandemia ainda tem impacto no desemprego em 2022
Não é difícil imaginar a ligação dos efeitos causados pela pandemia com a taxa de desemprego no país. Afinal, a região da América Latina foi, sem dúvidas, uma das mais afetadas pela disseminação do Corona Vírus e suas variantes. Inclusive, o Brasil apresenta hoje a segunda maior taxa do mundo de mortalidade pelo vírus, ficando atrás apenas dos Estados Unidos.
Nesse sentido, a Organização Internacional do Trabalho, OIT, considera a nossa região como o pior cenário para a retomada do trabalho e emprego, apresentando as piores perspectivas de recuperação para o setor econômico. Em números, no fim de 2019, quando a pandemia surgia, sem muitos efeitos no país, eram 12,5 milhões de pessoas desempregadas no país. Já em 2021, o número subiu para 14,3 milhões.
Agora, a expectativa é que esse número comece a diminuir. No entanto, será a passos curtos. Pois, ainda não há previsão para que a taxa de desemprego volte ao número anterior à pandemia. Ainda em 2023, a estimativa chega a 13,6 milhões de pessoas desempregadas. Por isso, talvez, em 2024 o número volte a alcançar a taxa de antes da pandemia, no ano de 2019.
Inflação piora a situação de desemprego em 2022
A situação econômica atual fica ainda mais frágil para o trabalhador desempregado, visto que a inflação também não dá trégua. Pois, se a renda fica reduzida com os efeitos da inflação, quem tem emprego sofre, quem não tem fica em situação ainda mais complicada. Além disso, a perda de horas trabalhadas é outro fator bastante preocupante que atinge o país.
Em 2021, o número reduzido de horas trabalhadas foi o mesmo que 4,2 milhões de empregos a menos. Do mesmo modo, o número continua a assustar em 2022, chegando a um deficit de horas que equivalem a 2,2 milhões de empregos. Dessa forma, mesmo com a redução de um ano para o outro, o número ainda é bastante preocupante e está longe de chegar ao patamar que era antes.
Segundo o diretor da Organização Internacional do Trabalho, a proporção de profissionais com qualificação para contribuir com a força de trabalho destaca-se em sua deterioração, resultando na queda da LFPR, que é a taxa de participação. Isso porque o país contava com uma taxa de 62,6% em 2019. Agora, a expectativa é que esse número fique em 59,9% em 2022.
Problemas estruturais

A pandemia do Corona Vírus também causou impactos importantes nos problemas estruturais do país. Inclusive, um fator que chama bastante atenção na estrutura do trabalho em emprego do Brasil é a questão do emprego temporário. Pois, de acordo com a OIT, a taxa que representa o nível de empregos de caráter temporário no país, em 2020 teve um aumento de 22%. Em seguida, logo no primeiro levantamento trimestral de 2021, a taxa subiu 37%.
Sendo assim, esse aumento de empregos temporários não é um fator positivo para o país. Afinal, esse tipo de trabalho costuma apresentar uma incidência negativa para a produtividade das empresas a longo prazo. Pois, não há inovação, formação e melhora na produtividade sem a manutenção do emprego para o profissional. Por isso, esse aumento é um impacto negativo também para o desenvolvimento do país e recuperação do emprego.
Emprego informal
A Organização Internacional do Trabalho subiu um alerta para o Brasil em relação à diminuição do emprego formal. Consequentemente, o emprego informal apresenta um aumento significativo. Porém, esse é um fator preocupante! Inclusive, essa tendência de gerar empregos informais é responsável por 70% ou mais dos empregos criados a partir do segundo semestre de 2020 para cá, não só no Brasil, como também na Argentina, Peru e México.
Os dados informados pela OIT revelam o quanto os efeitos causados pela pandemia aumentaram as taxas de empregos informais. Dessa forma, consequentemente diminuíram as taxas de empregos formais também. Principalmente nos países da América Latina. De acordo com a entidade, o trabalho informal antes da pandemia, contava com 27,9 milhões de pessoas no Brasil.
Além de tudo, outra questão preocupante levantada pela Organização, são os jovens brasileiros. Segundo os dados da OIT, é preciso considerar a quantidade de jovens de idade entre 15 anos até os 24, que não estão inseridos no sistema de educação, no mercado de trabalho, nem em treinamentos de capacitação. Os dados levantados em 2020, apontaram 27,9 milhões de jovens nessa situação.
É preciso formalizar os trabalhadores
Durante o período de pandemia, muitos empreendimentos foram criados no impulso de empreender para sobreviver. Inclusive, esse é um fator muito positivo para o país, para a população e para a economia como um todo. No entanto, é importante conscientizar esses trabalhadores a formalizar o emprego.
Pois, é um direito dos profissionais estarem inseridos de forma correta no mercado de trabalho. Aliás, é um bem importante até mesmo para a saúde e crescimento do empreendimento. Vale a pena ressaltar isso e assim diminuir a taxa de desemprego em 2022.
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