A principal notícia dos últimos dias no mercado financeiro é o dólar em queda. Afinal, tanto tempo com a moeda acima dos R$5, agora ela finalmente começou a cair em relação ao real.

Nos últimos dias, a taxa de câmbio no Brasil apresentou fortes oscilações não vistas há muito tempo aqui no país. Afinal, por um longo período a moeda esteve acima dos R$5 e as oscilações eram pequenas. Porém, uma queda considerável aconteceu, de forma que o dólar chegou ao patamar abaixo dos R$4,80 e está se mantendo aproximadamente nesse nível por dias. Seria essa a melhor hora para comprar a moeda norte-americana?
No texto de hoje vamos conferir as mudanças no mercado financeiro e entender porque o dólar está caindo no Brasil. Também vamos avaliar se esse patamar abaixo dos R$5 é sustentável, se estamos na melhor hora para comprar a moeda e o que esperar da taxa de câmbio no Brasil até o fim de 2023. Por isso, continue acompanhando o texto conosco através da leitura dos blocos a seguir. Vamos lá!
Entenda o porquê do dólar em queda
De acordo com os relatórios dos últimos dias, a taxa de câmbio brasileira tem apresentado grande oscilação. Dessa forma, os acontecimentos refletem incertezas fiscais e domésticas, além de turbulências no sistema financeiro internacional. Em abril deste ano, o dólar caiu -3,0% em relação à moeda brasileira. Hoje, 19 de junho de 2023, o dólar atingiu R$4,82 continuando no ritmo de queda.
Se comparado aos mercados globais, existe um cenário positivo partindo da percepção de que está funcionando o ajuste monetário. Dessa forma, não será preciso continuar o ciclo de aumento nos juros por um tempo maior que o antecipado. Nesse mesmo sentido, vale ressaltar que ao passar de cada dia, são cada vez menores as chances de um colapso causado pelo sistema financeiro, o que é bastante positivo.
Um dos motivos para o dólar em queda é o movimento de elevar a taxa de juros, promovendo a entrada de mais recursos estrangeiros no país, valorizando nossa moeda. Além disso, como o Brasil é um forte exportador de commodities, como petróleo, minérios e grãos, por exemplo, o fato da demanda chinesa estar aquecida também contribui para a valorização do nosso real.
Por último, a perspectiva mais equilibrada de política fiscal, com um novo limite de gastos e movimentos para financiá-los, aumenta a sensação de segurança que leva à valorização da nossa moeda.
O dólar em queda está em um patamar sustentável?
O dólar em queda gera uma expectativa grande. Porém é importante analisar se o atual patamar da moeda em queda é um patamar sustentável ou não. Para os mais esperançosos, especialistas alertam que dificilmente o câmbio chegará novamente ao patamar de antes da pandemia, entre R$3,80 e R$4,00. Por outro lado, especialistas também acham improvável que uma grande alta se sustente, como o de R$5,50, por exemplo.
O Banco Central dos Estados Unidos (Fed) se prepara para aumentar a taxa de juros, contudo, mesmo apesar das medidas, especialistas afirmam que não é tão fora da realidade que nas próximas semanas o dólar alcance níveis em torno de R$4,60 e até R$4,50. Porém, a grande questão é se esse patamar poderá ser sustentado por muito tempo. Ou seja, é importante ficar de olho nas variações do câmbio.
Além disso, para manter o câmbio em um nível equilibrado é muito importante que não ocorra nenhum tipo de crise. Afinal, o mínimo estresse no mercado internacional ou nacional pode abrir espaço para que o dólar volte a ocupar um patamar acima dos R$5. Portanto, para que o câmbio encontre um equilíbrio, é muito importante que os riscos fiscais e políticos se mantenham favoráveis, assim como o cenário global.
O que pode dar suporte para manter o dólar no patamar atual?

Especialistas apontam que o principal suporte para manter o dólar no patamar atual é a balança comercial. Nesse sentido, a exportação de commodities tem um papel importante para dar sustentabilidade a essa expectativa. Outro ponto importante que funciona como suporte é a Selic (taxa básica de juros), que inclusive, ainda se encontra em um nível alto. Portanto, esses são os dois principais pontos para sustentar o câmbio baixo dos R$4,80.
Contudo, há outro ponto que tem contribuído positivamente, desde o mês de abril deste ano, para a queda do dólar: a redução do risco fiscal. Nesse cenário, a proposta do novo arcabouço fiscal e o teto de gastos contribui para uma perspectiva com menores riscos. Inclusive, caso ocorra a reforma tributária, pelo menos em parte, também será mais um ponto positivo para proporcionar esse suporte.
O melhor momento para comprar dólar é agora?
Essa é a pergunta que não quer calar: seria este o melhor momento para comprar dólar? Aliás, esta é uma pergunta que pode dividir opiniões. Pois, de um lado alguns especialistas em economia aconselham a compra da moeda norte-americana agora, visto que o câmbio alcançou um patamar que não alcançava já há algum tempo, e que confiar na sustentabilidade desse patamar é um risco.
Por outro lado, há quem acredite que o mercado ainda dá espaço para novas quedas na cotação do dólar. Nesse sentido, aguardar um pouco mais para comprar a moeda pode ser uma forma de aproveitar condições ainda melhores do que as atuais. Esta indicação está baseada principalmente na expectativa de que nas próximas semanas novas quedas possam acontecer.
Porém, em casos em que o investidor tenha a intenção de montar uma posição no dólar, acredita-se que a cotação atual em torno dos R$4,80 pode ser uma boa oportunidade para começar. Nesse sentido, conforme o dólar for diminuindo, o investidor poderá adicionar novas fatias. Entretanto, é sempre importante apostar em uma carteira bem diversificada, por isso, não dá para descuidar da cautela.
Previsões para o fim do ano
De acordo com o boletim Focus, do Banco Central, o mercado projeta que ao final de 2023 a taxa de câmbio esteja em R$5,25, mantendo as expectativas do boletim anterior. Já para o fim do próximo ano, 2024, o boletim apresentou uma leve redução, passando de R$5,30 para R$5,27. Também vale ressaltar que, de acordo com as previsões da XP, a média anual prevista para a taxa de câmbio em 2023 é de R$5,15.
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