ESG e Net Zero: evento Oil&Gas Meetup levanta a agenda e os seus desafios

Fique por dentro das atualizações sobre os desafios e avnaços do ESG e Net Zero, e acompanhe também as ressalvas de especialistas presentes no OIL&Gas Meetup. Confira as informações completas, a seguir.

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Fonte: Google

Tendo como ponto de partida algumas provocações sobre o papel dos setores de gás e de petróleo pela transição energética, como também na programação da descarbonização, os palestrantes do evento Oil&Gas discutiram a respeito dos principais desafios e oportunidades para alcançar as metas da agenda ambiental, social e de governança, como chamamos ESG, e alcançar o que chamamos de NetZero, zerando os gases que causam o efeito estufa, dentro do previsto, até 2050.

Nesse sentido, vamos trazer hoje as principais percepções (insights) de especialistas. Assim você pode se atualizar e ficar por dentro do que rolou no evento, que tratou dos desafios e as tendências na agenda ESG. Sendo assim, para entender mais um pouco sobre o tema e sobre como estão os planejamentos nesse sentido, acompanhe a leitura completa dos blocos a seguir.

Oil&Gas Meetup mira ESG e NetZero

“Enfrentar as crises do clima e da biodiversidade de forma que ninguém fique para trás, é o principal desafio da humanidade na atualidade, como foco no século 21.” Esta foi a apresentação de abertura do evento Oil&Gas Meetup. Trata-se de um evento desenvolvido por iniciativa do Hub Cubo ESG que levanta os desafios e os avanços ESG, e também os desafios na área de NetZero.

Durante essa reunião estiveram presentes, o moderador Wellyngton Labes, atuando atualmente no banco Itaú, na área de sustentabilidade, como analista sênior; Gustavo Pinheiro, representando o Instituto onde trabalha, Clima e Sociedade; também mais 4 especialistas experientes no setor de gás e petróleo: Ana Paula Gretchen, pela Vibra; Alexandre Breda, pela Shell; Gregório Maciel Pela Petrobrás; e Isabela Salgado, pelo Ipiranga.

O encontro foi importante para tratar sobre as oportunidades e também os desafios para seguir e cumprir as metas previstas nas programações ESG e NetZero, com programações e metas até o ano de 2050, abrangendo desafios para todo o século 21. Sendo assim, o ponto de partida foram algumas provocações para os setores de gás, petróleo e claro, o projeto de descarbonização.

Cenário nacional e internacional

Se hoje as grandes empresas estão de olho na agenda do ESG, de forma que chegam a se comprometerem a não só reduzir, como também compensar as emissões de gases produzidos, como o metano e o dióxido de carbono, por exemplo, esse avanço está em grande parte relacionado ao Acordo de Paris. Afinal, foi através da COP 21, em 2015, onde aproximadamente 200 países, além do Brasil, se comprometeram a limitar o aumento da temperatura Terra a média de 2ºC no que diz respeito aos níveis pré-industriais

Além disso, ficou combinado que essas empresas fariam sua parte para não exceder a temperatura além de 1,5ºC, isso então significa reduzir a zero as emissões líquidas de gases referentes ao efeito estufa, com prazo máximo até o ano de 2050. Contudo, na prática, esse prazo se torna menor com o passar dos anos. Afinal, agora em 2023, já se passaram 8 anos do acordo feito em 2015, e como estão os avanços nesse sentido?

De acordo com o IPCC (Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas) da ONU (Organização das Nações Unidas), em 2022 a Terra já estava com temperatura elevada em 1,2ºC, ou seja, mais quente, em comparação ao tempo pré-industrial. Essa elevação de temperatura é preocupante, principalmente se considerarmos a meta de elevação em 1,5ºC até o fim do século 21, e em 2022 já alcançamos elevação de 1,2ºC chegando bem próximo ao limite, com tantos anos ainda pela frente.

O que dizem os especialistas


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Para Wellyngton Labes, um alento é o setor privado que, segundo o levantamento Climate Action 100+, das instituições que foram entrevistadas, 75% delas já contam com uma meta para alcançar o NetZero dentro do prazo, até o ano de 2050. No entanto, segundo o especialista, há falhas no planejamento, visto que o problema é o prazo curto, e não saber qual o próximo passo a seguir.

Depois, Gustavo Pinheiro, representando o ICS, ressalta que é preciso que o Brasil dê mais atenção, principalmente a questões de combate ao desmatamento, em especial na Floresta Amazônica, caso queira reduzir em 37% até 2025 as emissões de gases que causam o efeito estufa, cumprindo com a meta do Acordo de Paris. Mas não é só isso. Também será necessário investir mais em fontes de energia menos poluentes e renováveis, como energia solar, biocombustíveis e energia eólica.

Transição energética

Sendo o Brasil um país de extensão territorial enorme e rica biodiversidade, é bem possível que este potencial todo o leve a liderar mundialmente a transição energética. Inclusive, o país se encontra em vantagem, se comparado a diversos países de economias emergentes e desenvolvidos. Segundo dados da EPE, no ano de 2020, 48,3% do que é matriz energética no Brasil já era proveniente das fontes renováveis, ao tempo que a média global era de apenas 14%.

Segundo a opinião de Alexandre Breda, da Shell, é uma corrida tecnológica, e o Brasil está bem posicionado nela. Afinal, segundo ele, não há no momento, um país melhor que o Brasil para debater descarbonização e energias renováveis, visto que o país conta com grandes oportunidades em todas as áreas. No entanto, ainda existem importantes desafios, como a regulamentação fiscal, que ainda não existe, melhorar os incentivos e amenizar o alto custo.

Enquanto isso, Gregório Maciel, representando a Petrobrás, ressaltou o quanto é necessária essa transição energética. Porém, ainda há muitas incertezas, visto que é um processo que demanda transformações sérias na cadeia completa de valor do tecido econômico. Mas, allém disso, os investimentos são altos e ainda é preciso muita inovação. E para completar, Ana Paula Gretchen, da Vibra, pontua que será preciso superar o desafio em relação a soluções.

Soluções com base na Natureza

Para finalizar, os especialistas também discutiram sobre as soluções com base na natureza. Trata-se de ações que são inspiradas no ecossistema e seu funcionamento natural, como por exemplo, a remoção do carbono através de florestas. Contudo, foi pontuado que essa tecnologia carrega seja a comercialização, visto que ainda não há regulamentação para o mercado de crédito nesse sentido.

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Redator especializado em finanças, focado em transformar temas complexos em conteúdos claros, práticos e acessíveis. Produz artigos sobre investimentos, economia, renda extra e educação financeira, sempre com linguagem objetiva e orientada para resultados.