Brasil e o seu desejo de agregar valor as exportações e importações com a China

Pauta comercial de exportações e importações entre Brasil e China anunciam avanços significativos. Vamos falar sobre agronegócio e carne bovina.

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A China está no topo da lista de principais parceiros comerciais do Brasil. No ano passado (2021), mais de 21% das Exportações Brasileiras foram com destino para a China. Contudo, você sabe quais são os produtos que a China compra do Brasil? No top 5 temos: 1. Minério de ferro e seus concentrados; 2. Soja; 3. Óleos brutos de petróleo; 4. Carne bovina; e 5. Celulose.

Continuando em 2021, o Brasil exportou para a China quase US$88 bilhões. Os Minérios de Ferro e seus concentrados foram, sem dúvidas, o produto que o Brasil mais exportou no último ano. E, inclusive, justamente esse produto foi também o mais vendido para os Chineses, pelo Brasil.

Além disso, no ano passado a Balança Comercial do Brasil com a China fechou com superávit de US$40.257 milhões. Isso significa que, ao longo deste período o número de exportações foi maior que o de importações da China.

Valores agregados nas commodities exportadas

Um dos objetivos do Brasil, há poucos meses, era agregar valor aos produtos exportados para a China; especialmente, aqueles produtos relacionados ao minério de ferro, petróleo e soja.  As diretrizes que foram desenvolvidas nos planos bilaterais com a nação asiática favorecem a abertura das relações e investimentos em áreas como saúde, agricultura, comunicações e comércio; além de educação, sustentabilidade e infraestrutura.

Para que você tenha uma noção, essas afirmações foram realizadas na última semana de maio deste ano (2022) por Hamilton Mourão, vice-presidente da República, se referindo ao que foi debatido pouco antes daquela data, ao longo da 6ª Sessão Plenária da Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação (Cosban) no Itamaraty. Inclusive, Mourão quem anunciou o interesse em agregar valor nas três commodities mais exportadas para a China.

Que, no caso, são: soja e seus derivados, petróleo e minério de ferro. Além disso, o vice-presidente afirmou que também deseja abertura para a exportação de novos produtos. As últimas discussões estavam voltadas para o trigo produzido no Ceará, na Bahia e em Roraima. Para finalizar, o vice-presidente anunciou a tentativa de o Brasil se beneficiar de alguns fundos verdes que os chineses criaram.

Reuniões marcadas e caminhos traçados

Além de tudo isso que você leu aqui, Mourão acrescentou ainda que os documentos que estavam sendo elaborados em reuniões envolvendo o Brasil e a China definem orientações que deveriam ser mantidas ao longo do próximo governo. Ele afirmou que, independente do governo que for eleito, dois planos avançarão: o estratégico e o executivo – o primeiro vai até o final desta década, e o segundo até o fim de 2026.

Qualquer que seja o governo escolhido para assumir, o caminho já está traçado e existe a previsibilidade dos objetivos comuns. O vice-presidente acrescentou essas informações, ao detalhar que, dentre as suas prioridades, os planos têm a participação da China em projetos de infraestrutura que o Programa de Parcerias de Investimento (PPI) já previam.

Contudo, voltando ao assunto de valores, é importante deixar claro como está a movimentação de exportações e importações entre Brasil e China. Por exemplo, depois do primeiro mês de 2022, a balança comercial entre os países já deixou claro a existência de um déficit de -US$890,4 milhões; isso significa que o Brasil comprou mais do que vendeu da nação asiática em janeiro deste ano. Mas, independente disso, o país permanece sendo o principal parceiro comercial do Brasil.

China permite a importação de amendoim do Brasil

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Há pouco tempo, a China permitiu que o Brasil importasse amendoim; porém, de uma maneira que atenda aos requisitos e condições de quarentena. Sim, é isso mesmo que você leu por aqui. A pandemia do coronavírus afeta, de modo direto, a economia – tanto da China quanto do Brasil. Por esse motivo, o país asiático permitirá que o Brasil importe a leguminosa (sim, amendoim é legume!) desde que os requisitos de inspeção e quarentena sejam atendidos.

Essa informação foi divulgada pela Administração Geral de Alfândegas do país. Em um comunicado com data de 19 de julho, a autoridade do setor aduaneiro afirmou que a decisão entraria em vigor naquele mesmo dia. Ou seja, já está valendo! No mês de maio, a alfândega concluiu um acordo para possibilitar a importação de milho brasileiro alinhando uma opção ao milho americano; para, dessa forma, substituir os alimentos importados da Ucrânia.

Exportações do Brasil de carne bovina à China

As exportações brasileiras de carne bovina para a China também foram retomadas no primeiro semestre de 2022; mas, após um caso atípico de Encefalopatia Espongiforme Bovina (“doença da vaca louca”) no Brasil, foram suspensas temporariamente. O processo de qualificação das empresas brasileiras exportadoras de laticínios e carnes também continua. Foram assinados quatro acordos para o Brasil exportar farelo de algodão, carne bovina processada termicamente e melão para a China; e a China exportar peras para o Brasil.

Além do mais, também concluiu uma visita de inspeção para apoiar as exportações brasileiras de farelo de soja, concentrado proteico de soja, ovos de aves e soro bovino para a China. Ao nível das exportações para a China, foi realizada uma auditoria a empresas produtoras de papel de embalagem natural para exportação para o Brasil.

Os dois lados também concordaram em trabalhar para concluir as negociações sobre as exportações brasileiras de gergelim, sorgo e uva até o fim de 2022 e priorizar as negociações destinadas a permitir que o Brasil exporte peixe, aves e farinha de porco, bem como as exportações chinesas de maçã para o Brasil.

Negócios entre Brasil e China

Ainda falando de 2021, os números fechados do ano apontam recorde histórico nas relações de comércio entre a China e o Brasil: a soma dos negócios de exportação e importação chegou a US$135 bi em 2021. Esse foi o maior valor de toda a história!

O ano de 2021 foi o quarto consecutivo a bater recorde nos valores comercializados entre as duas nações. Ademais, as companhias brasileiras venderam quase US$88 bilhões em produtos para a China; que é 29% a mais do que em 2020. E compraram US$47,6 bilhões, 37% a mais que em 2020. Vamos aguardar os números de 2022!

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Redator especializado em finanças, focado em transformar temas complexos em conteúdos claros, práticos e acessíveis. Produz artigos sobre investimentos, economia, renda extra e educação financeira, sempre com linguagem objetiva e orientada para resultados.