Fevereiro não foi um mês muito bom para parte dos fundos de previdência de renda fixa, que apresentaram desempenho inferior à taxa do CDI. Enquanto isso, outros ficaram acima da CDI.

De acordo com os dados da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais), fevereiro deste ano (2023) não foi um mês positivo para 6 das 14 subclasses dos fundos de previdência de renda fixa. Isso porque apresentaram mau desempenho, com registro de perdas, e ainda fecharam o mês com atuação inferior à taxa do CDI.
No entanto, o cenário não foi tão ruim para todas as subclasses. Pois, como mencionado, enquanto as 6 subclasses tiveram um mau desempenho, as demais apresentaram um desempenho melhor, com retornos acima do CDI. Acompanhe o balanço completo do último mês, e fique por dentro de como foi o desempenho de cada subclasse da previdência. Confira!
Fundos de Previdência RF abaixo do CDI
A taxa do CDI funciona como um indicador, dando referência para os fundos de renda fixa. Por isso, quando o desempenho fica inferior ao CDI, não é um bom sinal! Porém, foi exatamente o que aconteceu com 6 das 14 subclasses desse tipo de fundo. Com mau desempenho em fevereiro (2023), as subclasses fecharam o mês com desempenho inferior ao CDI.
O vendaval de notícias e escândalos que envolveram grandes nomes no mercado, como por exemplo, as Americanas (AMER3), Marisa (AMAR3), Light (LIGT3) e a CVC (CVCB3), causou grande estresse para os fundos do tipo previdência renda fixa, de acordo com o balanço da Anbima, deixando marcas e, claro, piora no desempenho para grande parte dos fundos.
Nesse contexto, a subclasse que apresentou o pior desempenho no mês de fevereiro, chegou a registrar perdas de -0,57%, com dados até o dia 27 do mês. Essa queda no desempenho se dá em um contexto onde, no mesmo período, foi registrado avanço de 0,87% no CDI, e com base neste indicador, um total de 6 subclasses não alcançaram desempenho satisfatório.
Fundos de Previdência RF acima do CDI
Em contrapartida, temos os fundos de previdência de renda fixa que tiveram um mês de fevereiro com bons retornos, inclusive, maiores ao CDI. Dentre eles estão os “indexados”, os “soberanos” (com prioridade nos títulos do governo) e os de “grau de investimento” (com prioridade para papéis de baixo risco), cujos retornos em fevereiro superaram o indicador CDI.
Diante do avanço de 0,87% da taxa do CDI, a subclasse de renda fixa que apresentou melhor desempenho no mês de fevereiro (2023), apresentou avanço de 1,27%, de acordo com a divulgação de dados feita pela Anbima. Ou seja, nem para todos o mês de fevereiro foi de estresse nos juros, passando ilesos pelo caos no mercado, após “rombo” nas Americanas.
Ainda tiveram os destaques, como o caso dos fundos “data alvo” que apresentaram 1,51% de rentabilidade, no período de 1º a 27 de fevereiro (2023); e destaque também para os fundos de “duração média soberano”, que apresentaram 1,37% de retorno também no período de 1º a 27 de fevereiro. Veja, a seguir, o balanço completo, considerando o mesmo período.
Retorno por subclasse em fevereiro

Como dito anteriormente, ao todo os fundos de previdência com renda fixa contam com 14 subclasses. São elas, Indexados, Data Alvo, Duração Baixa (Soberano, Grau de de Investimento e Crédito Livre), Duração Média (Soberano, Grau de de Investimento e Crédito Livre), Duração Alta (Soberano, Grau de de Investimento e Crédito Livre) e Duração Livre (Soberano, Grau de de Investimento e Crédito Livre). Veja como ficou o retorno em cada uma delas, no mês de fevereiro:
- Indexados 1,27%
- Data Alvo 1,51%
- Duração Baixa: Soberano 0,88%, Grau de Investimento 0,72%, Crédito Livre 0,47%
- Duração Média: Soberano 1,37%, Grau de Investimento 0,90%, Crédito Livre 0,34%
- Duração Alta: Soberano 0,95%, Grau de Investimento 0,94%, Crédito Livre -0,57%
- Duração Livre: Soberano 0,98%, Grau de Investimento 0,79%, Crédito Livre 0,52%
Retornos Acumulados
Uma outra análise considerou todos os retornos de 2023 acumulados, com base de 1º de janeiro a 27 de fevereiro deste ano. Assim, podemos observar como aumenta a diferença. Pois, com base nessa análise, o avanço do CDI foi de 2%, os títulos soberanos apresentaram avanço de até 2,69% e os títulos de crédito livre chegaram a 1,16% de perdas. Acompanhe o detalhamento:
- Indexados 1,56%
- Data Alvo 1,64%
- Duração Baixa: Soberano 2,02%, Grau de Investimento 1,76%, Crédito Livre 1,10%
- Duração Média: Soberano 2,69%, Grau de Investimento 1,89%, Crédito Livre 0,17%
- Duração Alta: Soberano 1,98%, Grau de Investimento 1,70%, Crédito Livre -1,16%
- Duração Livre: Soberano 1,41%, Grau de Investimento 1,64%, Crédito Livre 1,12%
O desempenho abaixo do índice CDI observado nas subclasses, está de acordo com a atualização feita diariamente com o valor dos ativos. Essa atualização é realizada pelos próprios fundos, e considera as condições vigentes de negociação. Inclusive, o aumento dos spreads causou uma nova precificação de diversos ativos.
Onda de resgates
Os fundos de previdência de renda fixa apresentam piora no desempenho e nos retornos, principalmente, devido a onda de resgates que vem passando. A volatilidade causa estresse nesse mercado, e escândalos envolvendo grandes empresas, como foi o caso das Americanas, só pioram a situação. Contudo, o mercado busca aproveitar as oportunidades para se recuperar ao decorrer deste ano.
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