Futuro da moeda: tecnologia muda relações financeiras

A cada dia que passa surgem novas tecnologias, principalmente no setor econômico. Assim, o mercado financeiro anseia, com muita expectativa, que essas inovações transformem as relações. Em suma, qual será o futuro da moeda? Confira!

Futuro da moeda
Fonte: Google

Se os últimos dez anos ensinaram algo, é que a sociedade necessita de estratégias afirmativas para transformar o papel da tecnologia em sociedades abertas. Diante disso, a internet descentralizada – ou web3 – não é somente uma nova onda de revolução e inovação, também é uma chance de recomeçar. Algumas pessoas já estão preparadas para lidar com o futuro da moeda, outras pessoas nem tanto. Mas, uma coisa é certa: esse processo é inevitável.

Afinal, a maneira como as pessoas lidam com o dinheiro está em constante e profunda mudança; ainda que grande parte da população não tenha notado isso. Pouco a pouco, todas as áreas observam a frequente digitalização dos meios de pagamento; ou seja, a todo momento surgem alternativas novas, que são simples e eficientes – as criptomoedas são um belo exemplo. O grande questionamento é: o que o futuro guarda para as moedas de papel e as virtuais?

Como as CBDCs funcionam? Esse é o futuro da moeda?

Algumas pessoas verão a CBDC (Central Bank Digital Currency, ou, do inglês Moeda Digital do Banco Central) como um novo instrumento de tecnologia para os governos invadirem completamente a vida das pessoas; já outras irão considerá-la um aprimoramento total. Afinal, essas moedas estão sob total controle do banco central; ou seja, é uma moeda digital centralizada, ao contrário de outros criptoativos como bitcoin e ethereum.

Contudo, existem dois fatores que devem ser levados em consideração: 1. o surgimento de novas formas de pagamento está vindo do setor privado, não dos governos, e de fora de grandes instituições bancárias; 2. a cada dia que passa, o uso do papel moeda está reduzindo de maneira significativa; assim, aumentando a importância dos meios de pagamento digital está se tornando fundamental.

As moedas digitais são tópicos de pesquisa desde 1990, a bitcoin simplesmente foi responsável por acelerar e adiantar todo o processo. Além disso, quando o Facebook divulgou que desenvolverá sua própria moeda digital, os governos e grandes barcos acenderam um alerta. A proposta do futuro da moeda para reduzir os problemas de incentivo no setor bancário possuem potencial para gerar bons resultados para a sociedade. Isso é um fato!

O interesse dos governos em CBDC

O Bank for International Settlements (BIS), ou Banco de Compensações Internacional, listou três razões que podem ter promovido o desenvolvimento dos CBDCs ultimamente: o foco em Bitcoin e criptomoedas, o debate sobre stablecoins e a participação de grandes empresas de tecnologia – as famosas Big Techs nas finanças; por exemplo, o stablecoin Diem, desenvolvida pelo Facebook.

No entanto, este último motivo tem causado preocupação entre as instituições financeiras, como o Banco Central Europeu (ECB), que afirmou em relatório que os governos que rejeitam o CBDC podem enfrentar problemas relacionados com o sistema financeiro e autonomia monetária no futuro devido a moedas artificiais que grandes empresas de tecnologia podem fornecer.

Por fim, existem também outras vantagens que às moedas digitais podem oferecer, como facilitar o acesso a dinheiro em épocas difíceis. Ainda, um benefício importante citado pelo FMII é a não necessidade de uma conta bancária para utilização da CBDC, o que pode ser muito vantajoso naqueles países onde a população não tem muito acesso a finanças tradicionais. Ou seja, digitalizar a moeda nacional pode proporcionar uma economia significativa para os governos.

Alguns países já estão desenvolvendo sua própria moeda digital

Futuro da moeda
Fonte: Google

Em agosto deste ano, havia mais de 80 nações envolvidas com alguns projetos e planejamentos para a criação de CBDCs – em diversas etapas. Apesar de ser uma quantia considerável, apenas cinco países lançaram suas moedas digitais até agora; inclusive, eles não estão na Europa ou na Ásia, todas as nações se encontram no Caribe. Veja: Bahamas, Antígua e Barbuda, Granada, Santa Lúcia e São Cristóvão e Névis.

Os países com projetos de CBDCs em desenvolvimento podem estar em algumas etapas; por exemplo, pesquisa, desenvolvimento, teste-piloto, lançamento, inativo, cancelado ou outro. Países como EUA, Chile, Austrália e Índia se encontram na fase de pesquisa. Já na fase de desenvolvimento, encontramos países como Japão, Canadá e o Brasil, com o ‘real digital’. O processo é longo e vários testes são conduzidos antes da decisão de lançar uma CBDC.

Afinal, como será o futuro da moeda?

O futuro de algumas CBDCs ainda levará um tempo para ser finalizado; mas, enquanto isso, o de outras pode ser concluído antes do esperado. Essa é a situação da China. Em breve, o yuan digital será lançado oficialmente – especificamente, em Pequim, durante os Jogos Olímpicos de Inverno de 2022. Contudo, antes mesmo do lançamento oficial do e-CNY, o assunto já deu o que falar, pelo menos para alguns senadores americanos.

O principal motivo apontado por eles é sobre a possibilidade de comprometer a privacidade de atletas dos Estados Unidos com a utilização da moeda virtual chinesa. Ainda, de acordo com eles, o uso ou recebimento do yuan virtual, por atletas americanos, durante o evento pode ser usado para o monitoramento dos visitantes da nação. A pauta da privacidade e suas preocupações tendem a aumentar de acordo com a adesão de governos às CBDCs.

Ou seja, esse assunto se tornou um impasse. Alguns defendem que as moedas digitais são uma forma de solucionar a questão da privacidade, afirmando que não existe qualquer interesse comercial para comercializar ou apenas armazenar informações da população. Enquanto isso, outros preferem acreditar que o futuro da moeda pode ser uma maneira que os governos encontraram para monitorar fluxos monetários – seja nacional ou individualmente.

A digitalização da economia é real!

Então, em 2018, o BC divulgou uma pesquisa onde apontava que 96% dos consumidores utilizavam o dinheiro de papel para o pagamento das compras e das contas. Atualmente, apenas três anos depois, o cenário é outro. A autoridade divulgou que somente 3% dos recursos disponíveis para operações financeiras no Brasil estão disponíveis em papel moeda. Por fim, a digitalização da economia é real. A criação do Pix, em 2020, e do ‘real digital’, nos próximos anos, são exemplos disso.

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Redator especializado em finanças, focado em transformar temas complexos em conteúdos claros, práticos e acessíveis. Produz artigos sobre investimentos, economia, renda extra e educação financeira, sempre com linguagem objetiva e orientada para resultados.