Home Office: Realidade Para Poucos Brasileiros

Quais foram os fatores positivos e negativos na realidade do home office no Brasil? Afinal, esse novo modelo de trabalho vai persistir? Qual o potencial do país para adotar a nova modalidade? Entenda tudo a seguir!

HOME OFFICE
Fonte: Google

Diante de uma situação inusitada, como foi no início e no decorrer da pandemia aqui no Brasil, as empresas precisaram adotar medidas emergenciais. Então, o modelo de trabalho em casa, o famoso home office, foi a saída para que as pessoas pudessem continuar o seu trabalho, mesmo sem poder sair de casa. Dessa forma, respeitando as medidas restritivas adotadas pelas autoridades.

Mas, na realidade, o home office foi realmente uma solução? Quais foram os desafios enfrentados pelos trabalhadores neste regime de trabalho? E quanto às empresas? O desempenho continuou o mesmo? Afinal, o que se pode encontrar de positivo e de negativo na realidade brasileira do trabalho em casa? É o que vamos descobrir nesse texto. Acompanhe a leitura a seguir.

Realidade do Home Office no Brasil

Em todo o Brasil, apenas 10% dos trabalhadores adotaram o modelo de home office durante o pico da crise sanitária, causada pela pandemia do Corona Vírus. Essa informação faz parte de um estudo realizado pelo Ibre (Instituto Brasileiro de Economia) da FGV (Fundação Getúlio Vargas) sobre a adoção do modelo de home office no Brasil durante a pandemia.

Ainda segundo esse estudo, as regiões urbanizadas e com maior poder aquisitivo foram as que mais adotaram a prática do trabalho em casa. Dessa forma, aparecem em destaque as cidades de Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro. Contudo, na sua grande maioria, os trabalhadores brasileiros não tiveram essa oportunidade, por diversos motivos. De maneira que esse foi tema de debate entre muitas empresas.

Em regiões mais carentes, a falta de infraestrutura é o fator que mais impede os trabalhadores de conseguirem realizar seus trabalhos em regime remoto. Dentre as principais dificuldades encontradas, estão a falta de equipamentos necessários e o péssimo, ou mesmo nenhum, acesso à rede de internet. Inclusive, esses problemas são mais recorrentes nas regiões Norte e Nordeste do país.

Inconsistência do Mercado de Trabalho em Regime Remoto

De acordo com os dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), no momento mais crítico, em que o isolamento social foi até mesmo obrigatório, quando o índice de infectados começou a subir, entre maio e junho de 2020, o número de profissionais que adotaram o home office chegou a apenas 10% dos trabalhadores. Ou seja, cerca de 9 milhões de pessoas, contando em todo o país.

Entretanto, na última atualização de dados disponíveis, que foi divulgada no último mês de novembro (2021), o resultado mostra que número de trabalhadores no trabalho remoto caiu para 8,7% referente a 7,3 milhões de profissionais. Nesse sentido, é possível considerar que muitas vagas foram fechadas, em consequência dos impactos causados pela pandemia.

Contudo, se somados esses dados apenas na região Nordeste, o resultado é muito menor. Sendo apenas 6,3% dos profissionais. Já na região Norte, o número de trabalhadores em home office é muito menor, sendo apenas 3,7%. Enquanto isso, na região Sudeste, os dados mostram um número bem maior, com 11,3% dos trabalhadores em regime de home office. Mas o destaque maior ficou para o Distrito Federal, que chegou a 18,9% dos profissionais trabalhando em casa.

Pontos Positivos e Negativos Encontrados na Prática do Home Office no Brasil

HOME OFFICE
Fonte: Google

Trabalhar de casa se tornou mais seguro para a saúde dos trabalhadores. Aliás, esse é o ponto positivo principal na adoção do home office. Além disso, poder contar com o conforto no horário de descanso e o fim do desgaste com deslocamento, são pontos positivos importantes no dia a dia do trabalhador. Inclusive, nota-se em muitos casos, aumento de produtividade e melhora na qualidade de vida.

Contudo, os pontos negativos não são poucos. Afinal, para trabalhar em casa é necessário o mínimo de estrutura. Em muitos casos, as ferramentas utilizadas são de uso pessoal do trabalhador. Assim como os serviços, que acabam ficando mais caros. Como internet, energia, água, além da alimentação, claro. Agora, no caso de faltar algum desses recursos, a responsabilidade fica para quem? São pontos importantes a serem considerados.

Potencial Brasileiro

De acordo com os estudos realizados, o Brasil tem um potencial muito maior de cargos que podem ser exercidos no modelo de trabalho remoto. Diferente da realidade em que, no melhor dos cenários, o país alcançou 10% dos trabalhadores em home office. O mesmo estudo do Ibre/FGV revela que, de acordo com os cargos e funções dos trabalhadores, esse número poderia chegar a 25,5% de profissionais trabalhando em casa.

No entanto, o principal motivo que impede a adoção do home office é a falta de estrutura nos lares dos trabalhadores brasileiros. Para chegar a essa conclusão, foi preciso cruzar dados com outros órgãos, como o IBGE. Assim, de acordo com os pesquisadores, considerando apenas os lares com estrutura para o trabalho, o potencial de home office no país cai de 25,5% para 17,8%.

Os dados mostram que o problema de desenvolvimento no Brasil é um déficit que precisa de uma atenção maior. O resultado disso, já sabemos, não é mesmo? Muitos casos de desemprego. Muitos trabalhadores, que poderiam estar produzindo em casa, tendo que sair, arriscando a própria vida e a de outras pessoas a um vírus fatal. Enfim, o homem office no Brasil é uma realidade para poucos.

A Volta ao Presencial

Com o avanço da vacinação, muitas empresas, instituições e comércios estão retornando às suas atividades normais, de volta ao trabalho presencial. No entanto, algumas empresas, aprovaram tanto o modelo de home office, que adotaram essa modalidade de forma permanente.

Inclusive, em alguns setores, a ideia foi tão bem aceita, que até mesmo a produtividade cresceu. Aliás, o trabalho híbrido se tornou uma alternativa muito comum também. Portanto, o novo modelo que é motivo de tanto debate, ainda vai persistir no país.

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Redator especializado em finanças, focado em transformar temas complexos em conteúdos claros, práticos e acessíveis. Produz artigos sobre investimentos, economia, renda extra e educação financeira, sempre com linguagem objetiva e orientada para resultados.