Até o dia 17 de dezembro de 2021, as companhias com receitas dolarizadas lideravam os ganhos, representando as maiores altas do Ibovespa 2021. Por outro lado, as empresas do setor de e-commerce ficavam entre as maiores baixas. Confira!

O ano de 2021 não foi o melhor ano para a bolsa brasileira – o histórico do Ibovespa 2021 é prova disso. Apesar da recuperação no início de dezembro, o indicador ainda apresenta 9,93% de queda no amontoado anual (até 17 de dezembro). A explicação para a desvalorização – evidenciado durante o segundo semestre – passa por um conjunto de valores: inflação alta, elevação da Selic, aumento dos juros e etc.
Para completar a situação desafiadora, os bancos centrais dos países desenvolvidos – como o Federal Reserve, dos EUA – decidiram diminuir a liquidez do mercado e iniciar o ciclo de aperto monetário; ou seja, isso pode afetar o fluxo de capital para nações emergentes, como o Brasil. No entanto, a queda do Ibov não impediu os investidores de encontrar boas oportunidades de lucro entre as ações que fazem parte do índice da B3.
Ações com as maiores altas do Ibovespa 2021
Entre as ações que devem finalizar o Ibovespa 2021 com os maiores ganhos, é possível encontrar um ponto em comum: a maioria deles têm uma parcela de sua receita vinculada ao exterior. Cada alta é bastante específica; contudo, pode-se dizer que as companhias com maiores altas possuem receita dolarizada. E, claramente, com forte alta da moeda americana neste ano, o faturamento em dólar acaba sendo mais vantajoso.
A Braskem (BRKM5), por exemplo, se destacou em 2021 – com valorização de 134,15%. De acordo com analistas, o salto no valor do ativo da maior petroquímica do país e de toda a América Latina está relacionada a dois fatores: os grandes resultados durante o ano e a esperada venda do seu controle por Petrobras – PETR3, PETR4 – e Novonor – ex-Odebrecht.
Além disso, outro destaque do ano é o ativo da Embraer (EMBR), mesmo depois de um período repleto de obstáculos. Especialistas afirmam que a valorização é devido à recuperação do mercado de aviação comercial para jatos de médio porte; além das perspectivas positivas em relação ao novo mercado de ‘carros voadores’. A empresa sofreu no último ano com o fechamento da economia – devido a pandemia, mas a expectativa é que o segmento se fortaleça.
E-commerce apresenta as maiores quedas do Ibovespa 2021
Já na ponta oposta está o setor de e-commerce, com quatro ativos entre as dez maiores reduções do ano. Para surpreender muitos, a liderança das quedas ficou com LAME4, ativo da Lojas Americanas; os papéis recuaram mais de 77%. Um dos principais motivos de baixa dessa ação é a reestruturação da empresa divulgada em abril. O resultado foi a criação da Americanas, juntando os papéis da então B2W com as lojas físicas da vermelhinha – que ficou como holding.
Diante disso, o plano, até então, era listar a controladora lá fora, nos Estados Unidos da América. No entanto, desde então os ativos da Lojas Americanas passaram a apresentar uma performance abaixo daquilo que era esperado pelo mercado financeiro. Os analistas acreditam ter algumas razões para isso. Uma delas foi o tradicional desconto que o mercado impôs a companhias que são holding.
Ademais, nem a declaração de junção das duas ações, ao final do mês de outubro, conseguiu executar o papel de retomar a performance dos ativos. Além disso, especialistas financeiros acreditam que a forte alta dos juros futuros e o cenário macro adverso, de forma geral, acabaram dificultando um pouco as coisas.
Melhor e pior momento do Ibov em uma década

Conforme estudos realizados por algumas plataformas financeiras, a maior perda com o Índice Bovespa foi daqueles investidores que aportaram seu dinheiro no indicador há pouco mais de 10 anos atrás, em agosto de 2011, e retiraram o dinheiro em janeiro de 2016; nesse período, houve queda de 33,63%. Caso este investidor tivesse permanecido com o dinheiro lá, o melhor período de retomada foi em junho de 2021; quando o índice acumulou alta de 9,88%.
Inclusive, esse é um dos motivos que a grande maioria dos especialistas do mercado financeiro detestam o ato de ‘colocar todos os ovos em apenas uma cesta’; ou seja, o conselho é diversificar o máximo possível. Não se deve diversificar os ativos apenas por empresas, mas também por setores da economia; por exemplo, é válido deixar uma parte em renda fixa – para servir como reserva de emergência. Afinal, o mercado se comporta de forma diferente a cada dia que passa.
A recuperação da economia ficou abaixo do esperado
A pandemia do Covid-19 foi o principal motivo para a complicação da economia – do Brasil e do mundo; então, a vacinação em massa era uma das saídas para esse problema. No entanto, mesmo com o avanço da vacinação, a economia do Brasil não apresentou a recuperação esperada: o crescimento está escorregando, o desemprego é alto e a inflação cresce cada vez mais, pedindo juros mais altos.
Durante esse cenário macroeconômico desfavorável, um dos segmentos que deixaram a desejar foi o varejo e, especialmente, o comércio online. Além disso, grandes adversários internacionais – personalizada por gigantes como Amazon, AliExpress e Shopee – também conseguiram, nos últimos meses, pesar sobre o resultado e sobre os papeis das companhias. Por exemplo, grandes empresas como Via e Magazine Luiza não conseguiram manter o excelente ritmo apresentado em 2020.
A inflação calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, IPCA, deve concluir o ano de 2021 em torno de 10%, conforme projeção do mercado financeiro. Assim, para fazer frente à alta das perspectivas de aumento de preços, a Taxa Selic chegou em 9,25% ao ano – antes, registrada em 2%. E tem mais! Analistas acreditam que a taxa básica de juros da economia deve chegar aos dois dígitos no próximo ano.
Para finalizar
Então, na última década aqueles que optaram por investir em dólar, saíram na frente. Afinal, a moeda americana teve valorização de mais de 224%; sendo assim, o ativo no topo da lista de melhor performance. Em segundo lugar podemos encaixar o ouro, com mais de 214% de desempenho. Depois, tem também o IMA-B, índice que acompanha o lucro dos títulos Tesouro IPCA+, com 202% de rendimento. Esse é o ranking de investimentos da década…
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