Ibovespa: com queda de 2,7% semanal o índice se encontra negativo em setembro

Acompanhe abaixo as pressões que o Ibovespa vem sofrendo nas últimas semanas, com quedas e campo negativo no mês de setembro. Veja tudo o que acontece com a queda do índice e como o mercado se movimenta.

ibovespa-com-queda-semanal
Fonte: Google

Dia após dia o risco de recessão vem batendo às portas. Desta forma, os negócios estão em tom de busca por proteção. Ganhos conquistados pelas bolsas foram desenvolvidos como se os países estivessem a inflação em vias de ser superadas. Mas, como não foi o caso, a apreensão do mercado está em aguardar as decisões relacionadas aos juros tanto nos Estados Unidos, quanto no Brasil.

O mês de setembro se manteve com o índice Ibovespa, maior índice da bolsa nacional, em campo negativo. Após apresentar quedas nos saldos semanais, a situação é preocupante e faz com que o mundo dos investimentos de recolha em proteção, no que se diz respeito ao índice da bolsa nacional. Acompanhe mais detalhes sobre este assunto no decorrer dos blocos a seguir.

Quedas no Ibovespa

Durante o mês de setembro, mais precisamente na semana do dia 13, os ativos terminaram a semana em ritmo predominante, quando os investidores se concentraram em mirar novos dados de inflação no que se diz respeito aos juros nos Estados Unidos. O clima foi de busca por proteção no fim da primeira quinzena, ao devolver os ganhos que foram adquiridos na bolsa.

O rali de preços global na verdade não está em vias de superação. Aliás, a realidade atual mostra que está muito longe disso. Inclusive, os economistas já estavam alertando sobre isso, antes mesmo que viessem os dados confirmando no final da primeira quinzena do mês. Esperando a decisão a respeito do juros do Fed, marcado para dia 21, o Ibovespa se adiantou e apresentou leve queda em setembro de 0,22% no campo dos ganhos.

Sendo assim, o índice principal da bolsa brasileira, que é o Ibovespa, teve queda de 0,61%, o que contribuiu para o acúmulo de uma queda de 2,69% na semana, neste pregão derradeiro ao encerrar a primeira quinzena do mês de setembro. Mesmo assim, com 109.280 pontos, o Ibovespa ainda conserva uma valorização de 4,25% neste ano de 2022, até agora.

América e Europa

Apesar dos Estados Unidos ainda seguir dominando os radares, os investidores também estavam com foco na quentura inflacionária da Europa já no início desta segunda quinzena de setembro. Além disso, a alta do custo de vida (anualizada) nas nações do bloco monetário da moeda euro teve recorde no mês de agosto, segundo dados apontados acima de 9%.

Inclusive, há especulações que esse aumento ainda pode alcançar dois dígitos nas divulgações seguintes. Desta forma, esse aumento pode causar aumentos nos juros, que na verdade já estão há alguns dias acelerados. Nesse sentido, podemos dizer que tanto as economias europeias, quanto as economias americanas enfrentam um problema estagflacionário em comum.

Contudo, o velho continente vem passando por uma gravidade ainda maior. Pois, a dependência da energia está cobrando historicamente um preço alto. Anteriormente, a energia era fornecida pela Rússia, mas depois dos problemas devido ao confronto do país contra a Ucrânia, os problemas só aumentaram seguindo os impactos das retaliações e sanções aplicadas.

Problemas nas economias 

ibovespa-com-queda-semanal
Fonte: Google

O que acontece é que os estímulos praticados durante o período mais crítico da pandemia deixou o mercado de trabalho anabolizado, inflando salários, enquanto os preços sofreram aumentos expressivos aos consumidores, devido a falta de insumos no mesmo período. Nesse contexto, a economia sofre com os efeitos que fazem com que a tração seja perdida ainda antes da alta dos juros.

Ou seja, nada tem contribuído para evitar a chegada de mais taxas, com efeito de equilibrar a demanda ao nível da oferta. Portanto, a economia sofre dolorosamente e de forma inescapável, mesmo com tantos obstáculos, ainda tenta evitar que venha um espiral inflacionário maior que o que já tem acontecido nos últimos tempos, com ventos agitados soprando por todos os lados.

O que se pode esperar?

De acordo com a experiência da economista-chefe da empresa Upon Global, Nicole Kretzmann, a aposta ainda é de duas altas, com meio ponto cada, até dezembro deste ano. Ainda de acordo com a especialista, logo após pode haver um pequeno ajuste de 0,25 ponto no ano seguinte. Também há sinais de que os juros nos Estados Unidos se mantenham em 4,50%, para que depois a inflação volte à marca de 2% ao ano.

Atualmente, encontramos acima de 8% ao ano o ritmo de aumento nos preços como está nos Estados Unidos. Enquanto isso, pelo menos podemos ver algum alívio vindo da China, quando o assunto é o risco de recessão global crescente. Pois, o país tem ajudado na contenção da queda dos papéis das exportadoras, pelo menos durante as semanas do mês de setembro.

Por outro lado, alguma resiliência também foi notada vinda do mercado de petróleo. Em meio ao sobe e desce durante a semana, pudemos encontrar as cotações de Londres com queda de US$92 para US$91 a cada barril. Mesmo com risco de uma possível recessão, foi divulgado um relatório pela Agência Internacional de Energia informando que a demanda está maior que a oferta, pelo menos até o fim deste ano.

Atenções voltadas para o exterior

Apesar das atenções estarem voltadas para o que acontece no exterior, é importante que fiquemos atentos ao que acontece também em nosso país, e como será o destino dos juros aqui no Brasil. Também é importante acompanhar como o Ibovespa irá reagir no mês de outubro após as quedas sofridas durante todo o mês de setembro. Tudo isso, claro, sem deixar de ficar de olho no que acontece também ao redor do mundo.

Gostou dessa leitura? Você pode conferir outros artigos interessantes relacionados aos negócios e às finanças, aqui no nosso blog. Então, aproveite nossas dicas financeiras e compartilhe este e os demais conteúdos com seus amigos e parentes através de suas redes sociais. Afinal, a divulgação é importante para continuarmos mantendo você sempre atualizado.

Written By

Redator especializado em finanças, focado em transformar temas complexos em conteúdos claros, práticos e acessíveis. Produz artigos sobre investimentos, economia, renda extra e educação financeira, sempre com linguagem objetiva e orientada para resultados.