Ao contrário do que muitos pensam, a inflação em alta é um problema mundial. Principalmente neste cenário pós-pandêmico, especialistas afirmam que a inflação se encontra elevadíssima não só no Brasil, como no mundo!

Estamos vivendo ainda em um cenário pandêmico, ou talvez até pós-pandêmico, não é mesmo? Após a vacinação em massa no país, a vida começa a voltar ao normal, e como nos temporais, só podemos enxergar o tamanho do estrago após a estiagem. Apesar de tudo ser ainda muito incerto, já podemos notar que reerguer a economia do país não será nada fácil.
Mesmo que muitos pensem que o problema da inflação é um mal brasileiro, economistas afirmam que o problema é mundial. Principalmente agora, que estamos vivendo o impacto econômico que a pandemia causou, praticamente todos os países passam por graves problemas, que também estão sendo agravados, agora, devido a guerra entre a Rússia e a Ucrânia.
Inflação em alta em diversos países
Não é difícil notar que a inflação em alta é um fenômeno que está atingindo o mundo inteiro. Ou seja, na realidade não é um problema apenas do Brasil, mas sim, do mundo. Contudo, aqui no Brasil, a inflação se encontra acima de 11%, em 12 meses. Enquanto nos Estados Unidos, o índice de referência para o FED, chamado PCE, está em 6,5%, e por outro lado o CPI é de 8,5%.
Nos países onde predomina o Euro, a inflação está em 7,5%. Já nas nações da OCDE a inflação chega perto dos 8%. Atualmente, um dos aspectos que mais preocupam, é o fato da curva de juros americanos ter invertido, em abril deste ano (2022). Em janeiro, a Turquia chegou a registrar o maior aumento da inflação, passando de 14,6% para 36,1%. Ou seja, mais do que dobrou, de um ano para o outro.
Agora, considerando uma comparação do mês de março deste ano com o mês anterior, fevereiro, o país que lidera a inflação é a Venezuela. Neste cenário, o Brasil ocupa a quarta posição, atrás apenas do Chile, que ocupa a terceira posição, e da Argentina, que ocupa a segunda posição no ranking de países com maior inflação. Quanto aos motivos, especialistas apontam os impactos da pandemia na economia e agora também, a guerra entre os países Rússia e Ucrânia.
Estrutura a Termo de Taxa de Juros

O termo ETTJ representa a Estrutura a Termo de Taxa de Juros. Mas você sabe como funciona a ETTJ em uma economia? Pois bem! O juro ou a taxa de juro, nada mais é que o preço do dinheiro. Para dar um exemplo, imagine que você pega um empréstimo, quem o concede a você precisa ser remunerado por essa ação. Então, é aí que entra a taxa de juro.
Entretanto, essa taxa também calcula diversos fatores variáveis, como o risco de acontecer a inadimplência e o prazo em que o valor será ressarcido, por exemplo. Também é possível explicar pela perspectiva inversa, onde é considerado o preço de um título e a taxa, ou rendimento, do mesmo. Assim, caso a demanda por títulos aumente, o preço do mesmo é elevado, reduzindo assim o rendimento, ou vice-versa.
É normal que em países modernos, a taxa de juro seja regida pelo banco central, para taxa de curto prazo. Assim, como é feito aqui no Brasil, através da Selic. Assim, essa referência é como uma base para remuneração de títulos públicos que por fim se tornam uma espécie de preço fundamental, para tudo. Diferente dos vértices, usados em negociações na Bolsa de Valores Brasileira, B3.
Curva de juros
Quando falamos sobre a curva de juros, de países, como os Estados Unidos, por exemplo, é possível visualizar a ETTJ formando um gráfico. Desta maneira, o eixo vertical representa a taxa de juro calculada anual. Enquanto o eixo horizontal vai representar o prazo. Assim, quando os pontos, chamados vértices, se unem, considerando as taxas de cada um, podemos entender a famosa curva de juros.
Podemos observar o exemplo, onde o número 1 é a curva que mostra uma inclinação crescente, o número 2 é uma curva horizontal (curva flat), e o número 3 é a curva invertida, que indica a inclinação negativa. Veja:

Imagem: economista Alexandre Espírito Santo
Análise da curva de juros x inflação nos EUA
Para analisar as curvas de juros devemos considerar que uma apresentação positiva da economia, sempre mostra inclinação ascendente, onde a inflação é associada ao crescimento da economia. Mas, quando vimos curvas com inclinação invertida ou horizontal, então é um sinal que existem sérias dificuldades na economia logo à frente.
Um estudo realizado pelo economista Alexandre Espírito Santo, no fim do mês de fevereiro deste ano, mostra através do gráfico mostrado abaixo, considerações importantes, com dados a partir do ano 2.000 até 2021. É possível observar a regressão entre CPI e rendimento dos títulos de 10 anos, apontando para taxa de 3,2% com a inflação em 3%. Mas, é possível que os Estados Unidos estejam caminhando nesse sentido?

Imagem: economista Alexandre Espírito Santo
Inflação em alta: efeito colateral da pandemia
Observando a situação atual, fica um questionamento: como será que o FED vai conseguir normalizar o processo de redução do balanço, alta de juros e colocar a inflação para caminhar em direção à meta?
Diante deste questionamento podemos ver como os efeitos da pandemia impactam drasticamente a economia, não só do Brasil, mas também em países desenvolvidos, como os Estados Unidos.
Gostou do nosso artigo? Aproveita e compartilha o artigo em suas redes sociais, com os seus amigos e ainda com todos os seus familiares. Mas não se esqueça de retornar ao blog e aproveitar outros conteúdos. Nosso Blog existe para te informar e ajudar você a mudar sua vida financeira.




