Investir para viajar? Como se preparar para as férias e economizar.

Chega de se endividar para realizar aquela viagem tão sonhada. Vem aprender a investir para viajar e, assim, ter todas as despesas quitadas ao final do passeio.

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Às vésperas das férias escolares de dezembro, muitos já visualizam as tão esperadas férias de verão ou folgas pessoais do trabalho. Especialistas concordam: não há necessidade de se endividar para realizar uma viagem. Para evitar desequilíbrios no orçamento, é possível planejar de modo que, ao final do passeio, todas as despesas estejam saldadas.

Essa deve ser a meta do viajante: proporcionar uma experiência de lazer sem comprometer as finanças. Antes de optar por parcelar no cartão de crédito, é aconselhável considerar alternativas que garantam uma jornada relaxante e financeiramente responsável. Então, se você quer fazer uma viagem e não quer prejudicar as finanças, acompanhe nosso artigo até o final!

Onde é possível investir para viajar?

Então, dada a curta janela de investimento, de até 12 meses, a estratégia mais segura para alocar os recursos destinados à viagem é optar por títulos pós-fixados vinculados à taxa Selic, como o Tesouro Selic e Certificados de Depósito Bancário (CDBs), tanto aqueles com liquidez diária quanto os com vencimento próximo à data da viagem. Os títulos pós-fixados vinculados à Selic proporcionam uma previsibilidade interessante.

Uma vez que seus rendimentos estão atrelados à taxa básica de juros da economia. Entre as opções de CDBs, é possível escolher entre aqueles com liquidez diária ou sem essa opção. Enquanto CDBs com liquidez diária costumam oferecer rendimentos entre 100% e 103% do CDI, CDBs com vencimento em 1 ano podem apresentar taxas mais atrativas, variando entre 111% e 113% do CDI.

A escolha entre liquidez diária e vencimento mais longo depende do perfil do investidor e da sua capacidade de abrir mão de parte do acesso aos recursos durante o período de investimento. Se o objetivo for manter o dinheiro investido por um ano, a opção com vencimento pode ser mais vantajosa. No entanto, se a estratégia envolver aportes mensais até a data da viagem, haverá menos disparidade entre os dois títulos.

Mais informações importantes

Se o cliente investir R$ 10 mil por 1 ano, considerando um CDI de 13% ao ano e uma alíquota de 20% de Imposto de Renda sobre o rendimento, a rentabilidade líquida em um CDB com liquidez diária de 100% do CDI seria de R$ 1.040. Por outro lado, em um CDB sem liquidez, pagando 111% do CDI, a rentabilidade líquida seria de R$ 1.154,40. É importante ressaltar que a poupança não é uma opção recomendada para esse tipo de investimento.

Além de oferecer uma baixa rentabilidade (equivalente a 70% da Selic), a poupança só rende após a data de aniversário. Se o investimento for feito, por exemplo, no dia 15, o rendimento só será gerado no dia 15 do mês seguinte. Portanto, se o viajante precisar resgatar o dinheiro no meio do mês para a viagem, perderá o rendimento de um mês inteiro.

A recomendação é que um mês antes da viagem, o investidor não faça novos investimentos, apenas mantenha o dinheiro na conta corrente. Isso evita a cobrança do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) no caso de retirada em menos de um mês, visto que o tributo poderia consumir toda a rentabilidade do investimento, tornando mais sensato evitar essa movimentação nesse curto período.

Grandes gastos que não podem ficar de fora

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Ao investir para viajar, com aportes mensais, é sensato concentrar-se nas despesas durante o período, como alimentação e passeios, e reservar de 10% a 20% a mais para despesas imprevistas, uma vez que estas são inevitáveis. Gastos expressivos, como passagens aéreas e hospedagem, demandam antecipação. Se o orçamento estiver apertado e não houver economia prévia, é possível parcelar esses custos no cartão de crédito.

Essa estratégia, então, permite diluir os gastos no orçamento mensal até a data da viagem, sendo uma opção viável para aproveitar descontos em datas específicas. Sendo assim, o conselho de especialistas da área destaca a importância do planejamento financeiro para garantir uma viagem tranquila, mesmo em situações orçamentárias desafiadoras. Como sempre dizemos por aqui, planejamento é a chave!

Viagem internacional e a compra de moedas

Para destinos cuja moeda é mais valorizada que o real, como dólar e euro, uma estratégia prudente envolve a divisão do orçamento de viagem. Recomenda-se investir metade em aplicações previamente mencionadas e converter gradualmente a outra metade para a moeda local. Essa conversão mensal pode ser realizada depositando os recursos em um cartão pré-pago ou de débito, sujeito a uma alíquota de 1% de IOF, de acordo com especialistas.

É aconselhável evitar o uso excessivo de cartão de crédito durante a viagem, pois este está sujeito a uma taxa de IOF mais elevada, atingindo 6,38%. Especialistas sugerem realizar uma média dos preços de câmbio para mitigar o risco associado a uma única conversão em um momento desfavorável. Em países com moedas desvalorizadas em relação ao real, como a Argentina, a estratégia recomendada é investir o montante planejado…

E, pouco antes da viagem, convertê-lo integralmente para a moeda local. Outra opção segura e acessível é utilizar serviços de remessas internacionais, como Transferwise ou Western Union, seguidos da retirada em caixas automáticos no destino. Essas abordagens visam otimizar os custos cambiais, adaptando-se à realidade econômica do país visitado.

E aí, vai investir para viajar?

Então, é crucial ter consciência do prazo e da proporção de risco ao investir para viajar. À medida que a data se aproxima, ajustes na alocação de ativos podem ser necessários, reduzindo exposição a investimentos mais arriscados. Mesmo em investimentos de renda fixa, crises podem impactar, tornando essencial considerar a possibilidade de imprevistos.

Finalmente, encarar o investimento como um bônus, preparando-se para imprevistos, contribui para uma experiência mais tranquila e financeiramente segura.

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Redator especializado em finanças, focado em transformar temas complexos em conteúdos claros, práticos e acessíveis. Produz artigos sobre investimentos, economia, renda extra e educação financeira, sempre com linguagem objetiva e orientada para resultados.