Nos últimos dias, Lojas Americanas movimentou o mercado financeiro. Quer saber o que aconteceu com a gigante do varejo? Não tire os olhos da tela!

No início de janeiro, mais precisamente no dia 11 (quarta-feira), forram divulgadas algumas informações sobre o quadro financeiro da empresa dona da Lojas Americanas, uma das franquias com a maior quantidade de lojas no mercado – são milhões e milhões de Lojas Americanas espalhadas por esse Brasil.
Fundada no ano de 1929, estima-se que o atual valor patrimonial da empresa é de R$14 bilhões, com quase 2.000 lojas espalhadas em todas as regiões do país. No artigo de hoje, você vai entender melhor o que aconteceu com a gigante do varejo. Será que ela vai falir? Como fica o mercado financeiro? E as ações da Americanas? Tudo isso e muito mais você pode descobrir aqui. Continue acompanhando até o final!
O que aconteceu com a Lojas Americanas?
Foi divulgado, na noite de quarta-feira (11 de janeiro), o comunicado da Lojas Americanas sobre o rombo milionário no balanço da empresa. Além disso, o texto informou ainda que Sergio Rial, presidente da companhia, deixou o cargo somente depois de 9 dias de assumi-lo. O diretor financeiro da Americanas, André Covre, que também havia tomado posse junto a Rial, também renunciou ao cargo.
Os dois executivos tinham sido muito bem recebidos pelo mercado financeiro. Na época do anúncio dos nomes, as ações da Lojas Americanas chegaram a aumentar mais de 20%. Embora tenha abandonado seu cargo na empresa, Rial afirmou que manter seu funcionamento é completamente viável e possível.
Os investidores, como já era de se esperar, amanheceram, no dia 12, em polvorosa como consequência da revelação feita na noite de quarta-feira. As principais instituições financeiras do mercado colocaram os ativos da Lojas Americanas sob revisão, e a B3, bolsa de valores brasileira, colocou as ações ordinárias da empresa em leilão.
Ações desabam na bolsa
Na sexta-feira (12 de janeiro) seguinte ao comunicado em que diz que foram identificadas algumas inconsistências em lançamentos contábeis no balanço, uma quantia que chega a 20 bilhões de reais, as ações da Lojas Americanas despencaram quase 80%. Ou seja, de uma forma mais simples, a gigante do varejo percebeu que não haviam registros apropriados do valor bilionário – referente aos nove primeiros meses de 2022 e anos seguintes.
Então, estavam faltando registros corretos nos balanços corporativos da companhia. Os ativos da Americanas (AMER3) foram negociadas em leilão até às 13h45 do dia 12. O leilão funciona como uma ‘arma de defesa’ que interrompe as negociações convencionais para acalmar momentos de bruta variação de ativos na bolsa. Depois, foram suspensas as negociações para mais um comunicado oficial da Americanas.
Mas este já é um procedimento padrão da bolsa de valores brasileira neste tipo de situação. Às 14h05, os ativos voltaram a ser negociados, mas, mais uma vez, foram colocados em leilão. Ainda assim, a queda exata foi de 77,33% ao fim do pregão. Desde 2008, essa foi a maior queda diária de uma companhia de capital aberto na bolsa de valores brasileira.
Comunicado da empresa:

O documento divulgado pela própria Americanas não oferece muitos detalhes sobre o que realmente foi encontrado nas contas. No entanto, há esclarecimentos do setor contábil sobre a existência de operações de financiamento de compras em números da mesma ordem – R$20 bilhões, nas quais a empresa é devedora diante de instituições financeiras e que não se encontram, de forma adequada, refletidas na conta de fornecedores nas demonstrações financeiras.
Apenas a título de curiosidade, um levantamento realizado aponta que o volume do rombo de R$20 bilhões na Lojas Americanas equivale ao valor de mercado da Magazine Luiza, que vale cerca de R$20,20 bilhões, e da Lojas Renner, de R$20,22 bilhões. Se tratando de valor de mercado, a Americanas perdeu mais de R$8 bilhões depois do anúncio.
Mercado financeiro se pronuncia…
Mesmo com as informações e divulgações preliminares, as casas de análise e corretoras de investimento começam a mudar suas recomendações sobre os ativos da empresa. Em relatórios, vimos recomendações de compra passarem para recomendações de venda. Além da redução do preço-alvo da AMER3 de R$28,40 para R$9,40. Falando de governança corporativa e contábil, a primeira impressão é a pior possível.
Com R$5 bilhões de valor declarado no balanço do terceiro trimestre de 2022, o mercado acredita que a melhor opção é a empresa redirecionar essa quantia na conta de financiamentos e empréstimos, visto que os bancos e as financiadoras cobram juros pelo valor emprestado e, por esse motivo, o valor do ‘rombo’ pode ser ainda maior do que o divulgado.
Embora o comunicado oficial da companhia afirmar que o efeito caixa é imaterial, os poucos detalhes e a falta de informações sobre os fatos adicionam muita incerteza as ações e ao futuro da empresa. Com toda essa história, a recomendação dos papeis da Lojas Americanas fica sob revisão, além de apresentar muitos riscos para os investidores. Afinal, até o momento, não temos muita clareza sobre os acontecimentos.
Impacto na Lojas Americanas
A própria companhia comunicou que por enquanto não é possível determinar todos os impactos do rombo multimilionário na demonstração de resultado e no balanço patrimonial da empresa. Mas, por outro lado, a Americanas afirmou a estimativa de que o efeito caixa dessas inconsistências seja imaterial. Sendo assim, o rombo apenas teria um efeito contábil, e não financeiro. Precisamos aguardar as cenas dos próximos capítulos…
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