Mercado de ações possui movimento diário de mais de R$34 bi

O mercado de ações se movimentou bem no último mês. Os maiores volumes são resultados do mercado à vista de ações, com mais de R$33 bi na média diária, alta de 22,9% ao ano, e 1,5% ao mês. Continue lendo e saiba mais do assunto.

Mercado de ações
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De acordo com o BB Investimentos, a aplicação do mercado de ações das companhias que se encontram listadas na bolsa de valores brasileira mais que dobrou desde o fim do ano de 2016. Além disso, a quantia de pessoas físicas que decidiram entrar para o universo dos investimentos aumentou mais de 6x neste mesmo período de tempo. O contexto de mercado, juntamente com esse conjunto de fatores, fez com que o volume médio das negociações saltasse uma média de 5x.

Ainda segundo o BB, é considerado, em seus princípios, que existirá uma continuação no aumento do volume médio diário de negociação de ativos, no curto prazo, acima do Produto Interno Bruto Nacional, concorrendo para um crescimento alinhado com a economia no médio prazo, juntamente enquanto as margens de receitas por volume negociado vão diminuindo.

Volume médio do mercado de ações em setembro

A B3, bolsa de valores brasileira – B3SA3, listou um volume financeiro médio de R$34,705 bilhões por dia no mês de setembro; assim, se compararmos com o mesmo período do mês passado, uma alta de 24% foi registrada. Falando sobre o mês de agosto deste ano, o aumento foi de 2%. Esses dados foram divulgados pela própria companhia na primeira sexta-feira de outubro, dia 8.

O número de investidores ativos também cresceu neste período; foram 3,34 milhões a mais de investidores, número 29,6% maior que o apontado em setembro de 2020. Em relação ao mês de agosto, pudemos ver uma alta de 1,4%. Além disso, o número de empresas listadas no mercado financeiro aumentou, passando de 401 para 455 em um ano. Utilizando a mesma base de comparação, o valor de mercado das companhias crescer 24,5%; no entanto, houve um recuo de 5,8% em um mês, para R$5,183 trilhões.

Por fim, no mercado de futuros e derivativos, houve um aumento no volume de contratos; então, com alta de 24,6% comparando anualmente, e 16,1% mensalmente, para quase 5,400 milhões. Ainda sobre o mercado de futuros, houve uma redução de 19,7% na receita média por contrato em relação ao mês de setembro de 2020, alcançando R$1,711. Em relação ao mês de agosto, o recuo foi de 14,55% no indicador.

Mercado de ações em queda

O Índice Bovespa finalizou a última quinta-feira de setembro em queda de -0,1% e finalizou o mês com -6,6% de perdas; sendo assim, o pior mês para o indicador desde o mês de março do ano passado, quando houve um recuo de quase 30% do índice, devido a crise da pandemia do Covid-19. Por outro lado, enquanto isso, o dólar listou uma alta de 0,3% no dia e, no amontoado mensal, a moeda americana aumentou +5,3% ante a moeda brasileira.

As taxas de juros, que começaram o último dia de setembro, 30, em movimento de queda, acabaram fechando o dia em alta, após o presidente do Banco Central do Brasil, Roberto Campos Neto, presidir algumas falas. Por exemplo, sugerindo que a taxa básica de juros, a Selic, terminal mais elevadas que as estimativas do mercado de ações, especialmente, em meio à alta das Treasuries internacionais e as preocupações com a situação fiscal.

Falando sobre política internacional, o Congresso americano aprovou, também na última quinta-feira do mês, um projeto que evitou a paralisação total do governo federal americano. No entanto, a medida é de curto prazo e deverá ser estendida antes do início do mês de dezembro. Na câmara, o pacote de infraestrutura de mais de US$1 trilhão foi retirado da pauta por conta de algumas ameaças que aconteceram durante as negociações.

Para os investidores estrangeiros

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Na primeira quinta-feira do mês, dia 7, os investidores estrangeiros adentraram com mais de R$700 milhões, especificamente, R$707,3 bilhões, na bolsa de valores brasileira. Naquele dia, o Índice Bovespa encerrou tal sessão com estabilidade (+0,02%), aos 110.585,43 pontos; além do giro financeiro de R$32,7 bilhões. O Ibovespa não aguentou seguir o ritmo da ambição devido a riscos vistos no exterior, e perdeu fôlego ao longo do dia. Ainda assim, saiu no positivo e evitou perdas.

O mercado local tem aceitado bem a opinião do deputado Hugo Motta (Republicanos – PB) acerca da PEC dos Precatórios, que traz diversas formas de pagamento aos credores, assim como as negociações entre Paulo Guedes, o ministro da economia, Rodrigo Pacheco (DEM – MG), o presidente do Senado, e Arthur Lira (Progressistas – AL), presidente da Câmara. O montante é resultado de compras e vendas, de R$88,429 bilhões e R$83,669 bilhões, respectivamente. Para este mês de outubro, o valor está positivo em R$4,76 bilhões.

Papéis do Ibovespa que mais subiram em setembro

O mês de setembro foi um pouco turbulento e complicado para o mercado de ações; contudo, mesmo com as dificuldades, 21 dos 91 ativos que compõem o Índice Bovespa conseguiram bons resultados e finalizaram o mês no azul. Enquanto isso, o principal indicador da bolsa de valores brasileira obteve um recuo de 6,6% no amontoado do período; por fim, na média, as 10 melhores ações ganharam 24,6%.

No mês de setembro, o grande destaque positivo vai par as companhias de proteína animal. Nos melhores cinco da lista, quatro fazem parte do setor, veja: Marfrig, com crescimento de 33,4%; Minerva, com alta de 25%; JBS, com 18,9%; e BRF, com 15,7%. A única exceção foi a PetroRio, que tirou proveito e se beneficiou da alta que o petróleo teve no período e finalizou com uma boa valorização, 30,5%.

Olhando as ações que obtiveram alta nesse mês, o setor alimentício das proteínas animais teve mais destaque. Afinal, esse mercado possui algo muito importante que apenas quando o administrador faz equilíbrio da carteira encontra valor: essas ações são descorrelacionadas com as demais. Contudo, muitos investidores estavam acreditando nos commodities e nas empresas exportadoras; mas a escolha não foi muito boa.

B3 no segundo trimestre do ano

O resultado da B3 no segundo tri deste ano, 2021, foi divulgado no mês de agosto e apontou uma rentabilidade líquida de R$1,19 bilhão; assim, apresentando alta de 33,8% em relação ao mesmo período do último ano. O Ebtida da bolsa brasileira alcançou R$1,8 bilhão no segundo tri de 2021 (2T21), crescimento de 30,6% em comparação com o ano passado. Além disso, a margem Ebtida e a líquida também apresentaram crescimento frente ao mesmo período de 2020.

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Redator especializado em finanças, focado em transformar temas complexos em conteúdos claros, práticos e acessíveis. Produz artigos sobre investimentos, economia, renda extra e educação financeira, sempre com linguagem objetiva e orientada para resultados.