Microempreendedores individuais expõem altas taxas de mortalidade

O setor de microempreendedores individuais apresentou maior taxa de mortalidade depois do início da pandemia. Saiba mais aqui!

pequenos negócios microempreendedor
Fonte: Google

O Brasil ganhou em torno de 1 milhão de microempreendedores individuas (MEIs) desde o início da pandemia do Covid-19. Uns decidiram abrir o próprio negócio após perderem o emprego durante a pandemia, outros aproveitaram esse colapso para mudar de área e ser o próprio patrão e outros viram oportunidades para ampliar os trabalhos. Enfim, temos os diversos motivos para o crescimento desse universo.

Em setembro do ano passado, o Portal do Empreendedor divulgou que o número de registro de microempresas alcançou quase 11 milhões, quando em março de 2020, antes da pandemia, eram 9,788 milhões de registros. Ou seja, podemos observar que em pouco mais de 6 meses, tivemos um acréscimo de quase 1 milhão de trabalhadores.

EMPREENDEDORISMO POR NECESSIDADE

A maioria desses profissionais foram empurrados para o “empreendedorismo por necessidade” devido ao aumento do desemprego e a flexibilização do trabalho. Esse regime tributário tem o objetivo de facilitar e incentivar a oficialização de micro e pequenas empresas e trabalhadores autônomos, além disso, com o cadastro o profissional pode ter CNPJ, emitir nota fiscal e receber benefícios como a aposentadoria e auxílio doença.

Então, por outro lado, os microempreendedores individuais viram uma oportunidade para complementar a renda mensal e a possibilidade de prestar serviços como pessoa jurídica, já que o custo é mais baixo. Entretanto, tivemos algumas reviravoltas nesse universo!

A maioria dos MEIs não tiveram a oportunidade de se capacitar de maneira adequada antes de começar a administrar o seu negócio. Então, ao mesmo tempo em que as microempresas cresceram muito, elas também apresentam a maior taxa de mortalidade do mercado em até cinco anos.

MICROEMPREENDEDORES INDIVIDUAIS TEM DIFICULDADES NA PANDEMIA

Trouxemos também algumas dificuldades enfrentadas pelos microempreendedores individuais na pandemia. Confira a nossa análise!

O Sebrae realizou, em 2020, a pesquisa Sobrevivência de Empresas com base nas informações da Receita Federal e com esse levantamento, identificaram que a taxa de mortalidade do setor de microempreendedores individuais é de 29%. Então, Carlos Melles, presidente da instituição apontou as dificuldades trazidas pela pandemia para às MEIs.

É indiscutível que o surto do vírus aumentou os obstáculos e impôs outros desafios. Se tratarmos, por exemplo, da gestão financeira, as circunstâncias estão ainda mais complexas. A economia é um tópico desafiador para a maioria dos microempreendedores individuais e em meio a tantas incertezas, isso se tornou uma grande dificuldade.

DETALHES IMPORTANTES

Dentre os MEIs que foram entrevistados, mais de 40% deles apresentaram a pandemia como causa do interrompimento da empresa. Mais de 20% citaram a capital de giro como fator principal para o fechamento. Além disso, percebemos que 20% dos antigos empreendedores se queixaram da falta de clientes e do baixo volume de vendas.

É certo afirmar que, quanto menor a empresa, maior é a dificuldade em obter crédito para sustentar o capital de giro e superar tais desafios. Devido a isso, em torno de 34% das empresas que fecharam, acreditam que o acesso ao crédito bancário seria capaz de evitar essa situação. Inclusive, somente 7% dos MEI entrevistados que solicitaram crédito tiveram sucesso.

A pesquisa do Sebrae destacou que 30,2% dos comerciantes fecham o negócio em cinco anos, apresentando a menor taxa de sobrevivência do mercado. Em seguida, com 27,3%, temos a indústria de transformação e depois, com 26,6%, os serviços. A indústria extrativa e a agropecuária são os setores que possuem as menores taxas de mortalidade, com 14,3% e 18%, respectivamente.

CONFIRA ALGUMAS ESTRATÉGIAS DE SOBREVIVÊNCIA DOS MEIs

A capacitação dos microempreendedores individuais é uma das estratégias que podem ajudar a reduzir a taxa de mortalidade das empresas. O Sebrae já disponibiliza mais de 100 cursos de capacitação gratuitos e online em sua plataforma e, agora começou a oferecer também pelo WhatsApp.

 A instituição, além das capacitações, também está buscando parcerias para ajudar os microempreendedores individuais a alcançar o sucesso através da internet, para que eles tenham condições de ter acesso a grandes marketplace e vender seus produtos online.

A adaptação ao comércio eletrônico está inclusa como parte dessas estratégias de sobrevivência durante a pandemia do coronavírus. O Sebrae e a FGV (Fundação Getúlio Vargas) realizaram a pesquisa Impacto da Pandemia nas pequenas empresas onde ficou comprovado que mais de 70% das micro e pequenas empresas já utilizam a internet como meio de comercialização de produtos.

COMO OS MEIs PODEM RESISTIR À CRISE

Durante a pandemia pudemos ver algumas atitudes do governo federal para apoiar os microempreendedores individuais na pandemia, como a prorrogação do vencimento dos impostos, a prorrogação da DAS anual, e a disponibilização do auxílio emergencial. Porém, isso ainda não foi o suficiente. Por isso, trouxemos algumas dicas essenciais para resistir à crise:

Microempreendedores individuais expõem altas taxas de mortalidade
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  • Organização financeira;
  • Replanejamento da produção e oferta de produtos/serviços;
  • Apostar no mundo virtual;
  • Desenvolver uma logística que permita operar de forma remota; e
  • Se reinventar e inovar.

FICOU CLARO QUE:

ser MEI na pandemia implicou em várias dificuldades e desafios, mas também gerou muitas oportunidades aos empreendedores, que eram muito distantes em nossa realidade. Por esse motivo, é muito importante que o MEI consiga se reestruturar e mudar seus esforços para encontrar oportunidades de inovação e, garantir a preservação do seu negócio.

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Redator especializado em finanças, focado em transformar temas complexos em conteúdos claros, práticos e acessíveis. Produz artigos sobre investimentos, economia, renda extra e educação financeira, sempre com linguagem objetiva e orientada para resultados.