Apesar dos desafios que as mulheres com mais de 50 anos enfrentam em relação ao mercado de trabalho, existe uma forte tendência de que esse grupo ganhe cada vez mais espaço. Entenda mais a seguir.

O envelhecimento e o etarismo são problemas que os profissionais começam a enfrentar a partir de certa idade, a depender de cada profissão. Mas, se tratando de mulheres, os desafios são ainda maiores. Pois, se quando nova os problemas giravam em torno da maternidade, agora, um novo cenário surge: a menopausa. Além disso, é claro, existem outros pontos que dificultam a colocação dessas profissionais no mercado.
No entanto, esse cenário já está começando a mudar, e a tendência é que com o passar dos anos haja cada vez mais flexibilidade em relação ao etarismo, e consequentemente, ao público feminino de profissionais. Há também a desigualdade entre profissionais masculinos e femininos que precisa ser seriamente discutida. Por isso, veja a seguir como o mundo vem se transformando em relação ao mercado de trabalho, e os desafios que ainda precisamos enfrentar.
Etarismo e maturidade
O assunto “etarismo e maturidade” está sendo abordado frequentemente pela famosa jornalista e apresentadora Ana Paulo Padrão. Em suas redes sociais, a jornalista promove a mudança de mentalidade em relação a imagem que o país e o mundo têm sobre as mulheres com 50 anos ou mais. Tendo em vista um futuro melhor e mais justo para pessoas que, assim como ela, vivem os desafios do etarismo.
Ana Paula Padrão também chama a atenção para um assunto muito importante e pouco discutido: a desigualdade na carreira profissional entre homens e mulheres, profissionais com mais de 50 anos. Além da remuneração ser menor para o público feminino, as mulheres ainda passam por mudanças hormonais que torna a rotina de trabalho mais exaustiva para elas do que para os homens. Mas, passam por tudo isso, mantendo sua produtividade e resultados.
Por isso, consciente da influência que as celebridades, profissionais de destaque e lideranças corporativas têm sobre a sociedade, a jornalista foi responsável por criar um evento, onde reúne ícones e lideranças femininas, com discussões e reflexões sobre a maneira como as pessoas enxergam o envelhecimento, falando abertamente sobre os principais pontos que a sociedade como um todo precisa ressignificar.
Ativas por mais tempo
As empresas que andam alinhadas com as tendências do mundo e do trabalho, já estão reavaliando o espaço que tem sido dado aos profissionais que não pretendem se aposentar. Afinal, no passado, era mais comum que os profissionais de 50 anos já estivessem empolgados com a aposentadoria na próxima década. Porém, hoje as pessoas estão cada vez mais ativas, e veem o trabalho como ferramenta que estimula sua produtividade e criatividade, pretendendo continuar ativas por mais tempo.
Podemos citar como exemplo o caso da superintendente do Banco Original, Cintia Hachiya. A executiva conta que quanto mais o tempo passava, mais ela se preocupava com o futuro e com o que ele reservava. Contudo, ela sempre teve a ideia de que uma profissional com 50 anos, está perto do fim. Por isso, ela passou a repensar seu futuro, e hoje, com 48 anos, ela vive um novo amor, ao mudar de rumo profissional, onde era diretora de uma grande empresa, e passou a integrar o time do Banco Original, mudando completamente de ambiente, ela agora se sente longe do fim.
A verdade é que dar mais espaço para profissionais maduros e experientes nas equipes, não deve ser apenas um movimento da empresa em busca de marketing e imagem, mas sim de necessidade, principalmente diante de uma crise de talentos, que já é realidade em muitos setores do mercado. Nesse sentido, é possível notar hoje um olhar mais compreensivo para o que um profissional mais maduro e experiente pode agregar.
Expectativa x realidade

Um levantamento realizado em 2019 pela Consultoria Robert Half, apontou que 69% das empresas não contratavam pessoas com idade acima dos 50 anos. Os motivos para a exclusão dos profissionais dentro dessa faixa etária são: a alta faixa salarial, a menor flexibilidade de horário, a tendência de conflitos entre diferentes gerações, a desatualização, dentre outros.
Porém, na prática, o resultado das empresas que apostam na inclusão desses profissionais, dizem o contrário. Inclusive, grandes nomes no mercado contam com programas de contratação de profissionais a partir dos 45 anos, como é o caso da Livelo, Accenture, Credicard e muitas outras renomadas empresas do mercado. Pois, a maturidade e a experiência desses profissionais fazem total diferença.
Menopausa e a carreira
A carreira profissional feminina passa por desafios diferentes, em cada faixa etária. Como é o caso das mulheres mais jovens, que precisam lidar com questões relacionadas com a maternidade. De acordo com pesquisas realizadas, 50% das mães ficam fora do mercado de trabalho por até 2 anos depois do nascimento de um filho. Em muitos casos, as empresas até evitam a contratação de mulheres com filhos pequenos.
Quando mais velhas, os desafios continuam. Pois, a chegada da menopausa é vista com maus olhos pelos empregadores. De fato, essa etapa pode desencadear sintomas como insônia, mudança de humor, calafrios e os famosos “calorões”. No entanto, a jornalista Ana Paula Padrão tem chamado a atenção para um ponto importante: as mulheres costumam compartilhar entre si, como é o processo de gestação, aconselhando umas às outras, porém, não fazem o mesmo com a menopausa.
É comum que após o último ciclo menstrual, as mulheres se sintam mais deprimidas. Inclusive, muitas saem do emprego, e até se separam porque se deixam levar pelos sintomas. Contudo, se falássemos mais sobre o assunto, os tratamentos e sobre como é comum se sentir diferente com a chegada da menopausa, as mulheres poderiam se preparar para essa mudança, tratá-la com mais suavidade e o impacto em seu corpo e em suas relações seriam bem menores.
Transformação do mercado
Em um futuro muito próximo, as empresas terão que reconsiderar questões etárias, devido ao próprio envelhecimento da população. Sendo assim, o limite de idade para novas contratações ou para manter seus funcionários precisarão passar por mudanças.
De acordo com pesquisas recentes, os profissionais com mais de 50 anos já representam 26% da população. Contudo, esse número ainda tende a crescer. Há estimativas de que em menos de 20 anos, 57% dos trabalhadores, no país, tenham pelo menos 45 anos. Sendo assim, a transformação do mercado será inevitável!
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