Mundo pós-petróleo: é possível viabilizar esse cenário?

Você já pensou em um mundo pós-petróleo? Mesmo com todo senso de necessidade e urgência insinuado durante a COP26, existem algumas dificuldades para o acontecimento de uma mudança energética a nível global. Continue acompanhando o artigo e saiba mais!

Mundo pós-petróleo: é possível viabilizar esse cenário?
Fonte: Google

Nos últimos tempos, está sendo assustador parar em um posto de gasolina. No Brasil – e em boa parte do mundo – as remarcações nos postos de combustíveis não têm parado há muitos meses. Embora tenha diversos motivos envolvidos, a alta de preço do ouro negro também tem como razão uma das maiores crises energéticas dos últimos tempos. Além do mais, com a pandemia, o estoque de insumos também foi um problema. É possível um mundo pós-petróleo?

Existem muitas pautas dentro desse tema, pode ser até um pouco difícil debater sobre tal. Especialistas do setor econômico e chefes de países possuem opiniões divergentes acerca disso. Por exemplo, alguns afirmam que os combustíveis fósseis são um paradoxo; e que, ainda, é impossível mudar para uma economia verde sem utilizar o petróleo. Ou seja, o mundo pós-petróleo pode chegar, porém, até lá ainda será necessário queimar muita gasolina.

Como tornar viável um mundo pós-petróleo?

A maior representação nacional presente na COP26, foi a brasileira. Contudo, havia um grupo ainda maior, mesmo sem uma organização formal, tentando expressar suas opiniões nas negociações: a indústria do petróleo. Os lobistas das petroleiras ultrapassaram os integrantes da delegação brasileira. Oficialmente, não tinham lugar à mesa, mas o intuito deles era proteger a sobrevivência dos combustíveis fósseis.

A COP26 enfatiza uma realidade que apenas os negadores mais obstinados não estão dispostos a aceitar: para evitar as consequências mais sérias e imprevisíveis do aquecimento global, o mundo precisa agir o mais rápido possível. Isso significa acabar com o desmatamento, fazer ajustes urgentes para proteger as pessoas mais vulneráveis ​​e acelerar a transição energética.

Por fim, um grupo de seis nações, chefiado por Costa Rica e Dinamarca, divulgou na COP26 o compromisso de diminuir imediatamente a produção de ouro negro e gás em vez de lançar novos projetos de exploração. Assim, sinais apareceram nas ruas dos países ricos: o automóvel mais vendido na Europa foi o Tesla Model 3, em setembro. Enfim, a partir de 2025, a Noruega proibirá a venda de veículos de combustão interna. Outros países irão aderir a mesma medida.

Um pouco mais sobre a COP26

Primeiramente, COP significa Conferência das Partes; no caso, são os 197 assinantes (196 nações e a União Europeia) da Convenção-Quadro da ONU acerca Mudança do Clima, um acordo internacional que passou a valer há 27 anos, em 1994. A partir do ano seguinte, 1995, esses países passaram a realizar encontros anuais para analisar como estão indo os esforços para combater ao aquecimento global – derivado de atividades humanas.

Por outro lado, o 26 é referente ao fato de ser a 26ª edição da reunião anual; afinal, no ano passado o encontro não aconteceu, em decorrência da pandemia do Covid-19. Por exemplo, em 2015 na França, durante a COP21, o Acordo de Paris foi assinado. Sendo assim, pela primeira vez, todas as nações, desenvolvidas ou em desenvolvimento, se compromissaram em combater as mudanças climáticas, de acordo com suas possibilidades.

E quais os objetivos da COP26? De início, é possível citar que uma das principais metas da Conferência é finalizar o Manual de Regras de Paris – aquelas que tornarão o Acordo de Paris operacional. Além disso, dentre os objetivos também está incluso: acelerar as ações com o intuito de enfrentar as crises climáticas por meio da colaboração das empresas, governos e sociedade civil.

Os carros elétricos não representam o fim do petróleo

Mundo pós-petróleo: é possível viabilizar esse cenário?
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Os carros elétricos podem ser uma fatia interessante do assunto; no entanto, acreditar que os carros elétricos significam o final do petróleo é, definitivamente, um engano. Por exemplo, no primeiro semestre de 2021 foram comercializados mais de 2,5 milhões de carros elétricos; ainda, a estimativa é que a frota global seja de 1,2 bilhão. E tem mais, a eletrificação não será a salvação para ônibus, caminhões, aviões e navios.

Nos meios de transporte terrestre, a necessidade de recarregar as baterias rapidamente é um dos principais desafios dessa tecnologia. Além disso, no mar e no ar existe mais um ponto negativo: o peso das baterias. Um dos palpites para substituir o petróleo é a água – ou quase isso. Na verdade, se trata de hidrogênio verde (H2V), produzido através da eletrólise da água. Por fim, é necessário avaliar os pontos positivos e os negativos.

O potencial do Brasil com o mundo pós-petróleo

Além dos obstáculos técnicos, será preciso baratear a produção do hidrogênio verde. Por exemplo, um quilo de H2V conseguido por meio de eletrólise hoje em dia custa em média US$5. Ainda, se estima que ele seja competitivo em cerca de US$1,50. Mas, a boa notícia é que o Brasil conta com as condições ideias para a produção do hidrogênio verde. Já existem vários estudos para a instalação de pontos produtivos na região Nordeste.

Se efetivados, os investimentos ultrapassariam a marca de US$20 bilhões. Estudos do Coppe afirmaram que o Brasil possui plenas condições de liderar essa nova commodity do setor de energia. Inclusive, os compradores estão concentrados na Europa. Um dos projetos em análise é a construção de uma planta no Ceará, e a produção seria designada principalmente à exportação.

No entanto, ainda deve demorar um pouco para a produção de H2V em grandes volumes no mundo inteiro; dessa forma, o petróleo deve resistir por um bom tempo ainda. Por exemplo, o mundo deveria alcançar a neutralidade de carbono prometida no Acordo de Paris no ano de 2050; contudo, naquele ano, o percentual será ainda de 70%. O mundo, da forma que conhecemos, foi desenvolvido em volta da infraestrutura do petróleo. Assim, o dinheiro continua seguindo o ouro negro.

COP26: qual o impacto na vida das pessoas?

Então, alguns compromissos ajustados em Glasgow, pelos governantes, poderão afetar o nosso dia a dia de maneira direta. Por exemplo, eles podem definir se, num futuro próximo, será possível dirigir um carro elétrico ou a gasolina.

Contudo, além disso, muito do que é debatido e determinado na COP possui impacto direto no futuro do planeta – como um todo. Afinal, não é difícil perceber que o clima não é mais o mesmo: as temperaturas, estações e o clima estão desregulados. É preciso evitar a piora desse cenário!

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Redator especializado em finanças, focado em transformar temas complexos em conteúdos claros, práticos e acessíveis. Produz artigos sobre investimentos, economia, renda extra e educação financeira, sempre com linguagem objetiva e orientada para resultados.