Uma famosa companhia de telecomunicações, a Oi é pioneira na prestação de serviços relacionados a TV por assinatura, telefonia móvel, banda larga, transmissão de voz e etc. No artigo de hoje, você vai conhecer mais sobre as ações OIBR3. Confira!

Atualmente, a Oi é a operadora que possui maior capilaridade de rede de fibra – são mais de 400 mil quilômetros; ou seja, está presente por todo o Brasil. Isso significa que a companhia é responsável por oferecer serviços de telecom e telefonia em áreas remotas e, ainda, promover a inclusão digital da população brasileira. Vale a pena conhecer um pouco mais da OIBR3, certo?
Ainda, além da oferta de soluções de telefonia e comunicações para os mercados corporativo e de varejo, a operadora fornece também serviços de Tecnologia da Informação para empresas. A Oi foi criada há 23 anos atrás, em 1998, quando a Telebrás decidiu privatizar seu sistema; a partir daí, a companhia começou a atuar em 64% do país. Porém, desde 2010, a companhia já opera no Brasil inteiro. Continue acompanhando nosso post!
Tudo sobre a ação OIBR3
Antes de mais nada, o que é OIBR3? De forma resumida, essa é a maneira que a operadora Oi utiliza para ser encontrada e negociada na B3, a Bolsa de Valores brasileira. Desse modo, esse código de quatro letras e o número 3 no final, é conhecido como o ticker da companhia na bolsa. Sobre a cotação desses ativos, é possível encontra-los por cerca de R$1; mas o histórico de volatilidade é alto. É possível acompanhar sua cotação diretamente no site da B3.
E em relação a liquidez da OIBR3? Então, o volume de negociações dos papéis da Oi possui muita oscilação; mas geralmente os ativos possuem boa liquidez, basta considerar que é uma empresa passando por um processo de recuperação judicial – falaremos sobre isso mais para frente! Ainda, o fato afirmativo de a liquidez ser razoável supõe negociações menores, realmente com foco nos pequenos investidores.
Por fim, sobre os dividendos dessas ações. Já fazem alguns anos que a operadora não anuncia o pagamento de dividendos – mais precisamente desde 2013. O Plano de Recuperação Judicial da Oi também interfere nesse quesito; na verdade, é a razão do não pagamento de dividendos. Afinal, a companhia precisa se ajustar antes de obter lucro, e isso é essencial para a distribuição desses dividendos.
Recuperação da empresa
Em 2016, a empresa passou por recuperação judicial para reter os serviços prestados pelas Empresas Oi aos seus clientes. Esse processo tem como objetivo manter o serviço ao mesmo tempo que conclui as renegociações de dívidas. No mesmo ano, a empresa lançou o Programa de Integridade, formulou uma política anticorrupção e atualizou sua política institucional.
Em 2017, o “Plano de Liquidação Judicial” foi aprovado para dar proteção à reestruturação da dívida da empresa e permitir o aumento de capital para ampliar o investimento. Devido à aprovação do plano de recuperação judicial, a reestruturação da dívida da empresa só seria realizada em 2018.
Como consequência, conforme a conversão dos títulos (bonds) em ações, o capital é disperso. Recentemente, em 2021 mesmo, assinaram o contrato de compra e venda de ações da SPEs Ativos Móveis com a Telefônica Brasil (Vivo), TIM e Claro. Ainda, houve o alienamento do Data Center e das UPIs Torres, após os compradores terem recebido mais de R$1 bilhão.
Diferenças entre OIBR3 e OIBR4

A diferença entre a OIBR3 (ações ordinárias) e a OIBR4 (ações preferenciais) é que a primeira tem direito à voto; já a segunda, não tem. Mas, por outro lado, as ações preferenciais, como o próprio nome já sugere, contam com a preferência no recebimento e pagamento de direitos – juros sobre capital próprio, dividendos e etc. E aí, qual dos dois ativos é a melhor opção de compra?
A Oi não efetua o pagamento de dividendos há alguns anos, desde 2013; além disso, segue muito endividada, o que não a faz uma ação muito interessante nesse ponto. A maior parte das recomendações leva em consideração as ações ordinárias, mas talvez as preferenciais tenham um pouco mais de liquidez. Então, se tornar sócio da empresa a longo prazo é uma opção, as ações ordinárias fazem mais sentido. Caso o foco seja as operações de curto prazo, as preferenciais soam mais interessantes.
Análise geral do ativo da Oi
De forma geral, existe um consenso entre os especialistas e analistas do mercado deque o momento da operadora é realmente desafiador, especialmente porque a situação financeira da Oi e o cenário atual do mercado não combinam. A área de telecomunicações, dados e telefonia sofre rupturas a todo momento, além de ser um setor bastante competitivo. Então, devido a esses fatores a companhia perde boas oportunidades.
Além disso, existem dívidas elevadas, que continuam a exigir muito trabalho de gestão e equilíbrio financeiro. Em dezembro de 2020, a Oi realizou um leilão de seu negócio de telefonia móvel. Venceu o consórcio Vivo (VIVT3), TIM (TIMS3) e Claro com uma proposta de 16,5 bilhões de reais. Outra ação em pauta é o desmembramento da unidade de negócios de fibra óptica InfraCo, considerada “a menina dos olhos da empresa”.
Ou seja, o caminho da Oi será longo e desafiador, o que significa que os ativos terão impacto no mercado de ações. Há cerca de 4 anos, em 2017, o preço da ação estava próximo a R $ 4,00, mas caiu para R $ 0,44 em março de 2020. Em 2021 voltou ao real brasileiro, mas caiu novamente.
O que esperar da companhia?
Então, com certeza, a resposta é: volatilidade acima da média. A companhia passa por um processo de recuperação judicial e dá alguns passos para voltar a ser lucrativa, mas ainda tem muita estrada pela frente. A tese do investimento exige solidez e a decisão exige bastante cautela.
Ou seja, o ativo é uma penny stock, investir nele pode não ser a melhor alternativa. Contudo, caso o investidor queira apostar na recuperação da empresa no longo prazo, é preciso paciência.
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