Petróleo recua mais de 4% com aumento de Covid-19 na China

O mercado também acompanha negociação entre as nações da União Europeia para definir um teto de valores ao petróleo da Rússia.

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Coronavírus, diminuição da atividade econômica, queda da demanda de combustíveis e super oferta de petróleo. Tais ingredientes fazem com que os cenários – tanto nacional e internacional – fiquem bastante confusos e apresentem muito mais dúvidas do que certezas. E isso, com certeza, não é bom. Na verdade, isso traz angústia, incerteza e muita ansiedade nos mercados.

Tudo começou há mais de dois anos atrás, em março de 2020, com o aparecimento da Covid-19 na China. De lá pra cá, o país já se recuperou; mas, infelizmente, recentemente aumentou o número de casos da doença no país. Devido a importância da China para a economia global, todo e qualquer contratempo pode abalar e prejudicar o resto do mundo de forma significativa.

Preços do petróleo em queda

 Na última sexta-feira do mês de novembro, dia 25, os preços do petróleo fecharam o dia em queda. Com receios de uma possível redução na demanda entregue pela China diante do aumento de casos de coronavírus no país. Além disso, não podemos deixar de citar também as novas medidas restritivas que foram impostas em diversos municípios chineses.

Outrossim, os investidores acompanharam também durante a sessão todo o processo de negociação entre os países da União Europeia – UE – para determinar um teto de preços, se tratando do petróleo russo. Ao final da sessão, os preços dos contratos do Brent, referência global, para o mês de janeiro apresentaram 2% de queda, o barril a US$83,63, em Londres, na ICE.

Então, naquela mesma semana, o Brent finalizou com retração de mais de 4% – para ser exato, foi 4,28%. Por outro lado, os preços dos contratos para o mesmo mês (janeiro) do WTI, a referência dos Estados Unidos, recuaram 1,95%, o barril a US$76,55, na Bolsa de Mercadorias de Nova York (Nymex). Além disso, o WIT, na semana, recuou 4,32%.

Tensão na China

O aumento expressivo dos casos de Coronavírus na China causou um certo nervosismo nas pessoas e no mercado financeiro. Afinal, existe a possibilidade de confinamento, se os números continuarem aumentando. O grande problema de tudo isso, para o setor econômico, é que existe a possibilidade de a maior nação importadora de petróleo do mundo estar caminhando para um choque de demanda de petróleo.

No passado, no início desse ano (2022), as dificuldades da China com o vírus adicionavam mais uma fonte de volatilidade a um mercado de petróleo que já se apresentava atingido devido a invasão da Ucrânia pela Rússia. Essa guerra alimentou a inflação e a União Europeia se viu na obrigação de discutir medidas que fossem capazes de restringir importações de petróleo vindas da Rússia.

A China, então, implementou bloqueios em diversas cidades na busca pelo Covid Zero. Ainda naquele tempo, moradores de um distrito localizado em Pequi receberam instruções para se submeterem a três dias de testes, na tentativa de conter a contaminação e os casos de coronavírus. Tudo isso implica em números pelo mundo inteiro; afinal, a China é uma das maiores potências do mundo.

Covid-19 prejudica a China

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Além de tudo que você leu por aqui, a China permanece em uma posição prejudicada com a situação do aumento dos casos de Coronavírus no país. Inclusive, isso é o resultado de uma série de novas medidas restritivas para tentar conter a propagação do, já conhecido, vírus. Segundo um analista do Charles Stanley, os investidores se frustraram bastante com as reduzidas chances de um relaxamento de política do vírus zero no país.

Garry White, o analista citado logo acima, acrescentou ainda que, à medida que os casos de Covid-19 se aproximam de um número recorde, foram frustradas as esperanças de que a política de Covid Zero seja facilitada. E o que isso significa? É simples, isso aumenta ainda mais o risco de mais inflação, pois resulta na falta e produtos acabados e componentes.

Negociação com a Rússia

Com a chegada do mês de dezembro, têm se intensificado as notícias de que o G7 está analisando um limite de preços para os barris de petróleo russo transportado por canais marítimos de US$65 a US$70 o barril, a serem aplicados logo na primeira semana do último mês do ano. Os governos da UE ainda não fecharam um acordo; sendo assim, as negociações devem se estender.

O teto de preços apresentado, de US$65 a US$70, é substancialmente mais alto do que o de US$40 a US$60 o barril – valor que estava em discussão há alguns meses, no início deste ano (2022), que deveria cobrir somente o custo de produção. No entanto, uma questão é a necessidade de definir um limite de preço sem inibir as exportações da Rússia a ponto de ocorrer um pico de preço para alimentar a inflação.

Analistas do mercado financeiro destacam que essa faixa de preço mais alta tem a capacidade de reduzir o risco de interrupção do fornecimento da comoditie para os outros países do mundo. Caso a UE concorde com o teto de preço do petróleo de US$65 a US$70 poderíamos ver riscos negativos para a previsão do mercado do preço do barril de petróleo a US$95 neste último trimestre de 2022.

Acordo?

Na última sexta-feira de novembro (25), durante a manhã das negociações de um teto para o petróleo russo os preços da matéria-prima começaram a subir. A ideia da União Europeia e dos Estados Unidos era de começar a aplicar o teto de preços a partir da primeira semana de dezembro. Contudo, a aliança não chegou a um acordo sobre um limite. Enquanto uns pressionam por um nível, outros querem limitar os preços russos em US$70 o barril.

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Redator especializado em finanças, focado em transformar temas complexos em conteúdos claros, práticos e acessíveis. Produz artigos sobre investimentos, economia, renda extra e educação financeira, sempre com linguagem objetiva e orientada para resultados.