A relação entre as redes sociais e os adolescentes está cada vez mais séria. O problema é que na maioria dos casos, isso está gerando uma influência negativa em nossos jovens. Afinal, como as mídias podem impactar no desenvolvimento deles? Confira!

A geração de crianças das décadas de 70 a 90 passava horas e horas em frente da televisão. Mas, com o avanço da tecnologia, a internet e o surgimento das redes sociais, muita coisa mudou, não é mesmo? Agora, a televisão divide a atenção das crianças e jovens com outras telas, como as de celulares, tablets e computadores. O problema é que essa relação das redes sociais e os adolescentes pode estar impactando o comportamento deles.
Apesar de existirem muitos recursos que facilitam o dia a dia e contribuem para o conhecimento e aprendizado dos estudantes, existe um outro lado, que sutilmente influencia de maneira quase imperceptível o comportamento e o desenvolvimento das pessoas, e principalmente, dos jovens, adolescentes e crianças. Por isso, é importante ficar atento a essas mudanças e a outros diversos fatores que podem ajudar contra os fatores negativos. Acompanhe e veja mais detalhes.
Tempo no celular
O tempo que os adolescentes passam no celular é um fator importante a ser considerado. Pois, quando não há um limite, a tendência é que esses jovens fiquem mais e mais tempo focados nas telinhas, deixando até de realizar os deveres comuns do dia a dia. Aos poucos eles vão deixando de se interessar também por outras atividades, aumentando cada vez mais o tempo gasto no celular ou tablet.
Uma questão importante é que tipo de conteúdo esses adolescentes estão consumindo. Normalmente, essa é a principal preocupação dos pais. No entanto, até mesmo um conteúdo inocente, engraçado ou interessante, pode, ao longo do tempo, trazer um retorno negativo para quem consome, seja psicologicamente, fisicamente ou intelectualmente. Mas vamos tratar esse assunto com mais detalhes no decorrer do texto.
A grande questão é que quanto mais tempo o adolescente gasta na internet, menos tempo ele participa da realidade. Acontece que no mundo virtual, a realidade é distorcida e manipulada, gerando no telespectador sensações diversas, que passam despercebidas, mas que em longo prazo terão impacto direto no seu desenvolvimento, na maneira como vê o mundo e na maneira como vê a si mesmo.
Efeito negativo
A atual geração de adolescentes já está sofrendo os efeitos da mídia social. Aliás, as estatísticas mostram como a saúde mental se deteriorou em adolescentes de 2010 pra cá, período que coincide com a chegada das redes sociais. É notório e comprovado que transtornos, como de humor, depressão e ansiedade estão afetando as pessoas, e principalmente, os adolescentes.
Para a grande maioria das pessoas, as redes sociais e as mídias digitais já fazem parte da vida. Mas, para os mais jovens, os problemas podem ser muito maiores. Afinal, a relação das redes sociais e os adolescentes, tais como TikTok, Snapchat, Instagram e Facebook, está de fato causando crises psicológicas importantes para a saúde mental e deprimindo cada vez mais nossos adolescentes
Inclusive, diversas pesquisas recentes têm mostrado como a vida através das imagens pode distorcer o senso de realidade. O problema é ainda maior quando relacionado ao tempo. De acordo com estudos realizados, os adolescentes que passam de 4 a 5 horas na internet por dia, estão mais propensos a transtornos psicológicos que outros adolescentes que passam, por dia, 1 hora ou menos.
O problema é pior quando se trata de meninas

Tirar selfies (foto de si mesmo), postar nas mídias sociais e assistir, foi comprovado em pesquisas recentes que causam efeito negativo na confiança e no humor dos adolescentes. Isso porque uma foto “selfie” é usada como forma de conseguir validação e reconhecimento de pares. Normalmente, as meninas dão muito mais importância a isso, e quanto mais importância, mais elas se sentem inadequadas.
Imagens manipuladas, editadas e irreais são registradas pelos adolescentes como reais. O consumo desse tipo de imagem faz com que, principalmente as meninas, sintam necessidade de aplicar filtros, editar e até cortar partes de uma foto como forma de aperfeiçoar sua aparência. O problema é que essa visão de si mesma só aumenta a insegurança e destrói a autoestima das adolescentes.
Vigilância social
As mídias sociais fazem com que os seus usuários estejam envolvidos em uma rotina recíproca chamada “vigilância social”, na qual as pessoas não só participam gerenciando cuidadosamente as próprias redes sociais, como também, verificando as postagens de outras pessoas em seus perfis, assim como as atualizações. Desta forma, um vai acompanhando o outro, e a aprovação é um fator relevante.
Em adolescentes, esse tipo de vigilância é ainda mais forte, e a necessidade de um feedback vindo dos seus pares é muito maior. Assim como a tendência de se colocar em um lugar de comparação social e a frustração que tudo isso causa. Desta maneira é que os transtornos psicológicos, falta de aceitação, baixa autoestima e outros diversos problemas começam a criar raízes e impactar no desenvolvimento e comportamento desses adolescentes.
Além disso, a verdadeira identidade dá lugar ao que é considerado popular, desejável e normal nas redes sociais. Inclusive, cada vez mais os recursos disponibilizados pelas próprias mídias cooperam para que essa dinâmica social perfeita e desejável, seja manipulada e totalmente fora da realidade. Sendo assim, a realidade se torna menos atraente e as pessoas estão cada vez mais perdendo sua personalidade e autenticidade.
O resgate da verdadeira identidade
É preciso promover atividades, campanhas e diálogos chamando os adolescentes para fora da realidade virtual, a fim de resgatar a verdadeira identidade a que cada um pertence. Além disso, as famílias têm um papel importante nessa missão de resgate. É preciso se importar, conversar, propor regras e limites, para que esses adolescentes pensem “fora da caixa”, resgatem a beleza que há na realidade, e desenvolvam sua inteligência emocional.
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