Diante dos desafios que as plataformas têm com robôs, veja como Taylor Swift pode contribuir para minimizar os ataques de bots.

Os serviços digitais revolucionaram a forma como compramos as coisas, não é mesmo? Hoje dá para comprar tudo pela internet, e isso gera uma praticidade enorme para o nosso dia a dia. Antes os fãs de bandas e cantores passavam horas e até dias nas filas para comprar ingressos para um show, e hoje, dá para fazer isso pelo próprio celular. Mas, como nem tudo são flores, ainda sim há desafios desagradáveis.
Isso porque como se não bastasse a quantidade de fãs em busca de ingressos para um show, as plataformas de vendas e os consumidores ainda precisam enfrentar uma disputa com robôs que chegam a congestionar os sites a ponto de os tirarem do ar. Dessa forma, mesmo através do serviço digital, as filas são enormes e muitos acabam ficando sem os seus ingressos.
Shows da cantora Taylor Swift ajudaram a identificar o problema
Milhares de pessoas passaram o maior “perrengue” para conseguir ingressos para os shows de Taylor Swift, que fará uma turnê este ano no Brasil. A pré-venda dos ingressos foi realizada pela Ticketmaster, e a venda pública chegou a ser cancelada. Mesmo a plataforma exigindo a verificação dos usuários para evitar bots, ainda assim não foi o suficiente.
Infelizmente, os fãs da cantora precisaram enfrentar longas filas, e muitos ficaram sem conseguir comprar os ingressos. Diante desse caos, a Ticketmaster informou que a plataforma sofreu um ataque de bots de número impressionante, e usuários sem o código de pré-venda geram um tráfego sem precedentes. Nesse contexto, os dois fatores derrubaram o site.
O problema foi parar em uma audiência realizada em janeiro, do Comitê Judiciário do Senado, onde Joe Berchtold, presidente da Live Nation, afirmou aos membros do Congresso que o ciberataque (ataque de bots) foi o que causou o problema. Problema este, que também teve grande influência de cambistas na busca pelos ingressos dos shows da cantora Taylor Swift.
Entenda o que é um ataque de bot
Os bots são softwares maliciosos (malware) que, como robôs, imitam ações humanas. Em um caso como esse, da venda de ingressos para shows da cantora Taylor Swift, onde um bot entra em ações para comprar maior quantidade, ele primeiro descobre como é o processo de vendas, para depois determinar onde é possível implantar seus métodos para realizar compras sem precisar ficar esperando na fila.
O bot consegue utilizar vários métodos para conseguir o que quer. Um deles é a solicitação em lote. Dessa forma, o bot tentará comprar o máximo de ingressos que conseguir, em apenas uma solicitação. Enquanto isso, os assentos reservados pelas pessoas que estão na sala de espera são capturados, e elas acabam perdendo seus lugares, sem sequer saber o que aconteceu.
Outro método é o do carrinho de compras, onde o bot realiza compras de um evento que não tem muita demanda e em seguida consegue mudar sua seleção. Ou seja, consegue trocar os ingressos de um show qualquer, por outro que está bastante disputado, como o da cantora Taylor Swift, por exemplo. Dessa forma, o robô consegue driblar novamente a fila de espera.
O que há por trás desses ataques?

Como vimos, os bots conseguem passar na frente das pessoas que estão aguardando para comprar ingressos, e realizar compras em grande quantidade. Mas, afinal, o que há por trás desses ataques de bots, como aconteceu na compra de ingressos para o show da cantora Taylor Swift, a ponto de derrubar a plataforma de vendas? Qual o motivo para alguém querer tantos ingressos assim?
A resposta já é de se esperar. Na verdade, o que há por trás dos bots são organizações, que funcionam como cambistas. Ou seja, pessoas que compram grandes quantidades de ingressos para depois revendê-los por um valor maior. Então, se mesmo após os ingressos esgotados, você encontrar alguns disponíveis por um valor absurdo, provavelmente isso se deve aos bots.
Como as empresas podem se proteger?
Para que as plataformas de vendas consigam se livrar dos ataques de bots, é preciso montar estratégias antes mesmo de abrir as vendas. Para isso, é fundamental contar com ferramentas desenvolvidas com mecanismos de alertas, dando uma visão melhor da infraestrutura, garantindo que os controles aplicados tenham mais eficácia contra esses ataques.
Portanto, é preciso montar um planejamento específico, para entender como e onde esses bots encontram brechas para atuar. Nesse sentido, primeiro é preciso ter mais atenção às contas. Repare como diversas contas foram abertas um dia antes, por exemplo, da abertura de vendas para um show. Os bots também usam contas que já existem, por se tratar de contas “fakes”, é importante se atentar a esses detalhes, e identificar as contas inválidas.
Depois, descubra de onde as contas inválidas podem vir. Por exemplo: se houver vendas absurdas vindas de uma região geograficamente distante da região do evento, isso pode indicar ataque de bots. Também é importante criar um banco de dados coletando as informações identificadas como usuários não humanos, para investigação e prevenção em vendas futuras.
A experiência com os shows de Taylor Swift
O episódio em que uma plataforma gigante foi derrubada devido a tamanho ataque de bots, na pré-venda de ingressos para os shows da cantora Taylor Swift contribui para que as plataformas de vendas entendessem como agem os bots e a importância de investir ainda mais em ferramentas que consigam impedir a ação dos robôs. Apesar de não ser novidade a ação de bots no meio digital, o episódio serviu para trazer mais atenção à prevenção desses ataques.
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