Risco em alta e Selic levam o spread bancário ao maior patamar dos últimos 3 anos. Entenda o que acontece e veja mais detalhes acompanhando a leitura do texto a seguir. Confira!

Quando falamos em spread, logo pensamos que é um assunto mais restrito a investidores, e às pessoas que costumam realizar compras em dólar, ou outra moeda. No entanto, não podemos nos esquecer que o spread bancário é um assunto que diz respeito a todos. Principalmente às pessoas que possuem empréstimos ou financiamentos em andamento, ou que pretendem realizar um.
Afinal, quando o spread sofre variação, automaticamente as taxas são impactadas positivamente ou negativamente de acordo com a variação. Ou seja, o spread é um assunto para todos! Por isso, entenda tudo a respeito, como: o que é, como funciona, quais as atualizações mais recentes e previsões para o futuro. Entenda tudo sobre spread acompanhando a leitura dos blocos a seguir.
O que é spread bancário?
Antes de qualquer coisa, primeiro vamos ressaltar o conceito de spread. Sendo assim, o spread é definido como a diferença entre o valor de compra e o valor de venda de um título, de uma ação ou de uma transação monetária. Da mesma forma, quando os bancos emprestam dinheiro aos seus clientes, é cobrada uma taxa por este empréstimo, não é mesmo?
Certamente, esta taxa cobrada pelos bancos é superior à taxa de captação, correto? Portanto, a diferença entre uma taxa e outra é exatamente o que chamamos de spread bancário. Ou seja, o spread bancário é a diferença entre a taxa cobrada pelo empréstimo ou financiamento, e a taxa paga pela captação da verba, que é a taxa paga pelo banco quando alguém deixa o seu dinheiro investido, por exemplo.
Para melhor compreensão, vamos trazer um exemplo claro. Em uma situação onde a pessoa deixa o seu dinheiro aplicado no banco, e recebe ao ano 5% de rendimento, ao mesmo tempo em que o banco cobra ao ano 25% por um empréstimo, podemos dizer que nesta situação o spread bancário é de 20%. Ou seja, a diferença entre a taxa de captação e a taxa cobrada pelo empréstimo. Então, se o spread sobe, mais caro será a taxa de juros nos empréstimos e financiamentos.
Spread bancário no dia a dia
Agora que já entendemos o que é o spread, vamos trazê-lo para o contexto do dia a dia para entendermos como funciona. Então, vamos lá! Se você solicita um empréstimo no banco, certamente o spread bancário está ali determinando o valor da taxa de juros que o banco cobrará de você durante a quitação do seu empréstimo. Desta forma, quanto maior o spread, maior a taxa de juros.
Nesse mesmo sentido, se você pretende financiar um veículo ou um imóvel, por exemplo, o spread também influencia nessa transação. Afinal, é exatamente o spread que vai determinar o valor de juros que vai sendo cobrado durante o pagamento das parcelas do seu financiamento. Pois, quanto mais alto o spread, maior será o lucro dos bancos e consequentemente maior será o custo desse financiamento.
Nesse contexto, podemos concluir então que, o melhor momento para se pedir um empréstimo ao banco, ou realizar o financiamento de um imóvel, veículo ou qualquer outro bem, é quando o spread se encontra em um patamar mais baixo, sinalizando assim que a taxa de juros para um empréstimo ou financiamento também será menor, se comparada a um momento de alta do spread.
Patamar mais alto desde 2019

A sequência de aumentos no spread iniciou-se em meados do ano de 2021, logo depois de seguidas quedas, quando o spread chegou a 14,43 pontos, sendo este o menor nível do spread em mais de 8 anos. Contudo, a Selic (taxa básica de juros), e o risco em alta, fizeram com que os bancos elevassem os juros cobrados pelos empréstimos, alcançando o patamar mais alto dos últimos 3 anos.
De acordo com os mais recentes dados do Banco Central do Brasil, o spread bancário médio chegou à marca de 18,64 pontos percentuais no mês de agosto deste ano. Sendo esta a marca mais elevada desde o mês de novembro do ano de 2019. O que configura o Brasil como um dos países com o maior nível de spread bancário do mundo, perdendo apenas para a Ilha de Madagascar.
Qual o impacto na economia?
Segundo especialistas da área, quanto maior o spread bancário, mais as pessoas se sentem incentivadas a deixarem seu dinheiro estagnado em aplicações financeiras. Em contrapartida, quanto menor for o spread bancário, mais as pessoas serão incentivadas a consumir mais, produzir mais, ampliar o seu negócio, contratar mais pessoas, contribuindo para o desenvolvimento do país.
Nesse mesmo sentido, quando o spread bancário está em alta, as pessoas tendem a consumir menos, evitam pegar crédito, as compras de apartamentos, casas e imóveis em geral, diminuem, assim como a compra de veículos financiados. Da mesma forma, vamos ver menos investimentos em empresas, menos pessoas sendo contratadas, e a estagnação do país.
Portanto, a queda do spread é muito importante para que as atividades econômicas sejam mais atrativas, oportunizando o crescimento e desenvolvimento mais saudável do Brasil. Além disso, a redução contribui positivamente para que as pessoas consigam reduzir suas dívidas ou até mesmo eliminá-las, desta forma, diminuindo a taxa de inadimplência do país e oportunizando mais crédito e mais atividades econômicas, como um ciclo saudável.
Cheque especial
Quanto ao cheque especial, uma das taxas mais altas, é importante relembrar que a taxa de juros para este produto chegou ao marco de 287% em um ano. Posteriormente, já em 2020, a mesma taxa havia caído para 130% entre o mês de janeiro e fevereiro. Ou seja, uma redução significativa, mas em um espaço de tempo grande, sendo 5 anos de diferença para chegar a esse patamar.
Contudo, ainda podemos dizer que mesmo após a redução expressiva, a taxa de juros neste caso ainda está muito alta. Mesmo assim, o patamar mais baixo já mostra resultados significativos do seu impacto. Pois, a ferramenta de cheque especial é um grande auxílio para as pessoas aumentarem a produção do seu negócio, investirem em crescimento e tantas outras melhorias que o crédito proporciona.
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