Spread Bancário: o que é e por que é tão importante?

Já ouviu falar em Spread Bancário? Conhece esse termo? No artigo de hoje você vai saber tudo sobre o assunto e entender por que devemos nos preocupar com isso. Confira!

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É bem provável que você já tenha ouvido falar sobre Spread Bancário; geralmente temido por estar relacionado a altíssimas taxas de juros no país, esse indicador é a diferença entre os juros pagos a você, pelas instituições financeiras, e os juros que eles de fato praticam. Em suma, o banco determina quanto você pagará pelo crédito, sempre com a clareza de quanto ele está lucrando com isso.

O custo existe porque as fintechs e bancos tradicionais precisam compensar todo e qualquer risco envolvido ao emprestar um determinado valor. Além do mais, o spread é extremamente importante para o desenvolvimento da economia; afinal, essa taxa possui forte impacto sobre a eficiência, produtividade e o crescimento econômico da nação, afetando assim a vida de todas as pessoas. Vale a pena saber mais sobre o assunto, certo? Para isso, acompanhe nosso post até o final!

Conheça o Spread Bancário

Podemos caracterizar o spread bancário como a diferença entre a taxa de juros cobrada e a taxa de juros praticada pelas instituições financeiras, fintechs e os grandes bancos tradicionais. Vamos supor, por exemplo, que você investe em CDB. Nessa modalidade de investimento, se empresta dinheiro ao banco, que devolve o valor com acréscimo de juros. O rendimento do CDB é, em média, de 6% ao ano.

Porém, enquanto isso, esta mesma instituição bancária cobra 30% ao ano de juros em cima do seu empréstimo pessoal. Assim, nesta situação, o spread bancário é de 24%. Deu para entender? Muitas pessoas acreditam que esse indicador é um vilão; mas, na realidade, ele significa acesso ao crédito e taxas de juros que cabem no bolso de muitas pessoas. Afinal, além dessa diferença que explicamos, o spread representa a remuneração do banco.

Como sabemos, bancos não são instituições filantrópicas. Assim, é necessário cobrir os custos das operações e, além disso, lucrar com a prestação e oferta de seus serviços. Ah! Claro que esse indicador pode variar. Na verdade, depende muito do tipo de operação, riscos envolvidos e custos administrativos. Enfim, você verá que quanto mais alto a porcentagem do spread, pior é para a população e, logicamente, melhor é para os bancos.

Como funciona esse indicador?

A diferença entre as taxas de juros funciona do mesmo modo que qualquer outro negócio. Por exemplo, uma farmácia paga uma quantia para comprar os produtos de seus fornecedores e cobra outra quantia, mais elevada, para vender aos clientes. E exatamente com essa diferença que os custos são pagos e o lucro do estabelecimento é retirado. Com os bancos não seria diferente. Só que o produto de um banco é o dinheiro, e os juros são o valor cobrado.

Se liga! Vamos supor que determinado investimento em um banco esteja com previsão de 10% de rentabilidade em um ano e que ela cobre 25% de juros ao ano para disponibilizar crédito. No caso, o spread bancário ficaria da seguinte maneira: 10% de juros pagos pelo investimento e 25% de juros cobrados pelo empréstimo. Assim, o spread bancário é 25 – 10 = 15%.

Quanto mais elevado for o spread de uma operação de crédito, maior será o lucro do banco. Esse indicador é responsável por movimentar a economia e dar fôlego para as instituições. Mas, a boa notícia é que hoje em dia os consumidores tem mais conhecimento e podem pesquisar instituições com menores taxas de juros e encargos que se encaixem em seus bolsos. Esse é um dos motivos pelo qual os bancos digitais e fintechs vem crescendo no mercado.

Impacto do Spread Bancário na rotina das pessoas

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Vários fatores estão ligados a alta ou a baixa do spread bancário. Sendo assim, quanto mais alta a taxa de juros, maior é o incentivo para que as pessoas deixem seu dinheiro rendendo em alguma aplicação financeira. Porém, se a taxa de juros está baixa, mais as pessoas se sentem estimuladas para consumir, produzir, desenvolver e contratar. Ou seja, com o spread elevado, menos as pessoas consomem, solicitam crédito, adquirem bens etc.

Dessa maneira, a redução do indicador é importante para que algumas atividades econômicas sejam mais interessantes e atrativas. Isso impacta de maneira positiva na vida das pessoas, visto que a renegociação de dívidas, por exemplo, se torna mais fácil. É fundamental conhecer e entender esse fator, e como ele afeta a vida e os investimentos das pessoas. Afinal, todos que utilizam serviços bancários vão encontrar esse termo por aí.

Por que o spread brasileiro é tão alto?

Infelizmente, o spread bancário no Brasil é um dos mais altos do mundo. Isso se dá pela existência de vários problemas estruturais e macroeconômicos – esses são apenas alguns dos fatores responsáveis pelos níveis elevados no Brasil. O risco, inclusive, é um dos principais pontos. Há alguns anos atrás, em 2019, o número de brasileiros inadimplentes bateu 63 milhões.

Essa elevação na inadimplência causa o aumento do spread; afinal, os bancos e financeiras que disponibilizam crédito precisam de alguma margem de segurança, caso não recebam o valor oferecido. Além disso, a concentração bancária também é um dos fatores que ajuda a explicar essa alta no Brasil. Somente cinco bancos cuidam da maioria das operações de empréstimo e financiamento no país – e isso não é bom!

Afinal, quanto maior for a concorrência no mercado, maior é a chance de o valor dos produtos e serviços caírem. Dessa maneira, o surgimento de novas instituições no mercado, como fintechs e bancos digitais contribui para a queda do spread bancário e a desoneração do crédito. Mas, claro, existem outros fatores ligados a essa questão: como o Crédito Direcionado e a carga tributária elevada.

Dá para reduzir o indicador?

Sim, felizmente é possível diminuir o spread bancário. De acordo com economistas, abrir o mercado, diminuir o compulsório, gerar mais clareza no mercado de crédito, desenvolver leis mais transparentes quanto aos devedores de liquidação de bens de garantia podem ser alguns dos meios possíveis de contribuir para a redução do indicador.

Pois bem, como podemos ver, é muito importante entender sobre esse assunto; especialmente para aquelas pessoas que querem ter mais – ou um melhor – controle sobre as finanças.

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Redator especializado em finanças, focado em transformar temas complexos em conteúdos claros, práticos e acessíveis. Produz artigos sobre investimentos, economia, renda extra e educação financeira, sempre com linguagem objetiva e orientada para resultados.