Amplamente difundido no mundo inteiro, o tempo startup intitula vários ‘super negócios’ e isso desperta em muitas pessoas o desejo de ter uma mega empresa com um mega faturamento. Se liga!

Nos últimos anos, cada vez mais o termo startup é falado no Brasil e em diversos países. Mas, ainda sim, os empreendedores têm muitas dúvidas sobre esse modelo de negócio, suas características e o que o caracteriza ou descaracteriza. Sim, ao contrário que muitos pensam ou não sabem, não é apenas trabalhar com tecnologia; existem ainda muitos fatores e critérios (internos e externos) que caracterizam esse tipo de empresas.
Mas, algo que acontece bastante nesse meio é as pessoas acreditarem que só por lançar simples e puramente um app já têm uma companhia com esse modelo inovador e tecnológico ou ainda que, ao fazer isso, irão alcançar a “glória eterna de ter um super negócio que o tornará rico”. Porém, caro leitor, não é bem assim que acontece. Vem entender o que isso quer dizer!
Mas afinal, o que é uma startup?
Uma startup é caracterizada como uma empresa cujo objetivo é crescer de forma agressiva. As empresas desse tipo, geralmente, oferecem produtos e serviços inovadores, com a visão de solucionar um problema ou inovar no mercado incrementando aquilo que já existe. Quase sempre essas companhias são baseadas em tecnologia digital – mas tenha em mente que isso não é uma regra.
Podemos classificar os tipos e startups a partir do seu público-alvo. Por exemplo, B2B (Business to Business) são startups onde outras empresas são clientes. Ou seja, seus bens serão vendidos ao consumidor final apenas posteriormente. Temos também aqueles que prestam serviços intermediários a outros negócios. A Stone – empresa que oferece maquininhas de cartão a outras empresas – é um exemplo claro.
Então, depois disso, temos a B2C (Business to Consumer), onde os clientes são, de fato, consumidores finais. Companhias que oferecem serviços e produtos a compradores comuns. Um exemplo é o Nubank – cartões de crédito acessíveis e sem anuidade. Por último, o C2C (Consumer to Consumer) são startups onde um consumidor vende para outro. Podemos citar como exemplo o Enjoei, marketplace para produtos usados ou de segunda mão.
Características desse tipo de negócio
Agora que você já entendeu o que é uma startup, chegou o momento de nos aprofundarmos um pouco mais e conhecer suas principais características. Seus modelos de negócios, por exemplo, são mais inovadores e estão diretamente ligados à tecnologia. No entanto, essas empresas não são somente de computação. Veja algumas esferas de atuação:Insurtech: relacionadas ao ramo securitário;
a. Healthtech: área da saúde;
b. Govtech: elaboradas para negociar com o poder público;
c. Lawtech/Legaltech: ramo jurídico;
d. Agrotech: agricultura, pecuária e similares;
e. Edutech: companhias focadas na educação;
f. Transportech: soluções de transporte; e muitas outras.
Uma startup deve ser também repetível e escalável. Isso quer dizer que o mesmo serviço ou produto precisa ser facilmente aplicado ou comercializado para muitas pessoas sem a necessidade de grandes mudanças e adaptações. Sobre ser escalável, é preciso que o negócio tenha grande crescimento de faturamento mas com os custos crescendo em baixo ritmo. Além disso, são empresas que operam em um mercado de alto risco.
Startups e seus modelos de negócio

SaaS: O Software as a Service (SaaS), ou software como serviço, oferece serviço na nuvem. De forma simplificada, ele funciona como um software autônomo, que facilita e automatiza os serviços manuais. Esse modelo de negócios é muito indicado para o público empresarial.
Marketplace: Similar a um shopping virtual, esse é um modelo de negócio que liga oferta e demanda através de uma plataforma digital, onde os clientes podem encontrar vários vendedores ou prestadores de serviço. Uber, Mercado Livre, Facebook e Airbnb são marketplaces ou, de alguma forma, usam os princípios desse modelo.
Assinatura: O modelo de startup por assinatura é muito amplo e se popularizou com o avanço tecnológico. O streaming é um exemplo; algo que possibilita a entrega regular de serviços em troca de uma mensalidade. Tal modelo é vantajoso para empreendedores que querem garantir uma receita fixa.
Redes Sociais: Aqui o serviço é oferecido gratuitamente ao usuário que, em troca, visualiza publicidades. Esse modelo é muito utilizado em apps. O grande benefício é que o cliente desfruta do serviço sem pagar nada. Mas, é vale ressaltar podem alguns clientes podem se sentir incomodados com o excesso de propagandas.
Quando um negócio deixa de ser uma startup?
Falando de forma técnica, quando uma companhia cresce e chega no ponto de ser completamente estável, bem definida no mercado e sem incertezas, não faz mais parte do mundo das startups. Por exemplo, há pouco tempo, a Apple se tornou a primeira empresa do mundo a alcançar R$1 trilhão de valor de mercado. Longe de qualquer incerteza e 100% segura em sua área, não é mais uma startup há décadas, mas foi como uma que ela começou.
Além disso, a mesma coisa aconteceu com a HP, Google e outras gigantes da tecnologia. Mas, saiba que não é uma exigência atingir o nível mundial e bilionários para que essa mudança ocorra. Há um tempo, a empresa que desenvolveu o app iCasei anunciou sua mudança de cenário. E na última vez que seu faturamento foi divulgado (R$10 milhões ao ano) estava bem abaixo da Apple e Google.
Mas a companhia já não apresentava um cenário de incertezas e altos riscos envolvidos na operação, investimento e processo de distribuição da solução. Contudo, obviamente, mesmo que não sejam mais startups as empresas podem continuar com a cultura de se adaptar com agilidade sempre que for necessário, compreender a necessidade de seus usuários antes de qualquer lançamento e manter sua mesma estrutura enxuta.
Exemplos de sucesso:
Várias empresas gigantes que hoje são referências no mercado começaram como startups. Inclusive, com certeza, você utiliza alguns desses serviços em seu dia a dia. Quer ver alguns nomes?
Podemos citar por aqui, como exemplo, o PayPal – empresa de pagamentos online; o Airbnb – um marketplace de aluguel de imóveis por temporada; LinkedIn – rede social que conecta profissionais a empresas; e, por último, mas muito importante, o Google – site de buscas mais usado da web que com certeza você conhece.
Espero que tenha gostado do nosso post de hoje! Que tal compartilhar com seus amigos, familiares e colegas das redes sociais? Pode ser útil para alguém. Depois retorne ao nosso blog para aproveitar outros conteúdos. Nosso intuito é te informar e auxiliar com as finanças para que você fique livre de prejuízos.




