Taxa básica de juros: Copom eleva para 9,25% ao ano!

Mesmo com os esforços do BC para controlar a inflação, ela permanece indomável. No início de dezembro, mais uma vez, o Comitê de Política Monetária aumentou a taxa básica de juros – a Taxa Selic – para 9,25% ao ano. O que isso quer dizer? Confira!

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Buscando frear a aceleração da inflação no Brasil, o Copom – Comitê de Política Monetária – do Banco Central do Brasil optou por dar um novo choque na taxa básica de juros da economia brasileira, a taxa Selic. O aumento, de 1,5 ponto percentual, foi divulgado na segunda semana do mês de dezembro. Sendo assim, a taxa passou de 7,75% para 9,25% ao ano. Contudo, essa notícia já era esperada pelos analistas do mercado financeiro.

Para o susto dos consumidores, esta já é a sétima elevação consecutiva desde o mês de março, quando de fato se iniciou o trajeto progressivo dos juros. Além disso, esta também é a segunda alta seguida no nível de 1,5 ponto percentual. Por fim, com essa porcentagem, também é a maior taxa Selic desde o ano de 2017, quando atingiu 10,25%. Mas não para por aí! A previsão do mercado financeiro é que a Selic continue aumentando nos próximos meses.

Taxa básica de juros aumenta mais uma vez

O Comitê de Política Monetária do BC optou por unanimidade aumentar a taxa Selic em 1,5 ponto percentual – 7,75% para 9,25% ao ano. No entanto, a decisão está em linha com as expectativas do mercado. Em comunicado sobre a decisão, o Copom argumentou que os ajustes mais rígidos refletem condições externas desfavoráveis, a atividade econômica está ligeiramente abaixo do esperado e a inflação segue elevada.

A projeção de inflação do Copom para 2021 é de aproximadamente 10,2%, 4,7% em 2022 e 3,2% em 2023. Essa situação pressupõe que a trajetória das taxas de juros suba para 9,25% neste ano e 11,75% em 2022, e diminui para 8% a.a. em 2023. O Copom acrescentou: “A expectativa é que, para a próxima reunião, haja um ajuste do mesmo patamar”. Se a projeção for cumprida, a Selic subirá para 10,75%.

A alta dos preços internacionais das commodities em moedas locais pode ser revertida, embora parcialmente, o que resultará em uma trajetória de inflação menor do que o cenário básico. Por outro lado, a expansão da nova política fiscal em resposta à pandemia que pressiona a demanda agregada e a causa a deterioração da trajetória fiscal pode aumentar o prêmio de risco do país.

Por que a taxa Selic sobe cada vez mais?

Se você acompanha o mercado financeiro, já deve ter notado que a taxa básica de juros subiu. Mas você deve se perguntar qual a razão disso. Então, a alta da moeda americana e a pressão inflacionária são, com certeza, as principais razões para o Banco Central do Brasil elevar a taxa Selic. Como já foi dito por aqui, apenas neste ano a Selic passou por sete reajustes – de 2% ao ano, em março, para 9,25% ao ano em dezembro.

O BC usa a Selic para controlar a inflação. Desse modo, quando a Selic aumenta, os juros cobrados nos empréstimos, financiamentos e cartões de crédito também ficam mais altos. Na teoria, isso é um desestímulo para o consumo e um meio de favorecer a queda da inflação. Ainda, a elevação da taxa impacta diretamente o câmbio. Ou seja, ela interfere no valor da moeda brasileira frente às moedas estrangeiras.

Mas está funcionando? Então, essa é a notícia ruim: até o momento, os reajustes feitos na taxa de juros básica não estão sendo suficientes para manter a inflação sob controle. No acumulado dos últimos 12 meses, o IPCA, indicador que mede a inflação oficial do Brasil, está acima de 10% – precisamente 10,67%. Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE.

Taxa básica de juros e a inflação

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A taxa básica de juros é a principal ferramenta utilizada pelo Banco Central do Brasil para permanecer sob controle a inflação oficial, medida pelo IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo. No mês de outubro, o indicador se manteve em 1,25%; inclusive, o maior valor para o mês há 19 anos, desde 2002, onde estava 1,31%. Em 12 meses, o IPCA alcançou 10,67%.

A estimativa do mercado financeiro é que, ainda este ano, o IPCA alcance 10,18%. Assim como o resultado atingido em 12 meses, a previsão para o ano também está acima do teto da meta de inflação para 2021. Ainda, para este ano, o Conselho Monetário Nacional – CMN – estipulou a meta de inflação em 3,75%, com 1,5% de margem de tolerância. Então, o limite inferior é 2,25% e o superior, 5,25%.

Aumento dos juros encarecem o crédito

A elevação da taxa básica de juros auxilia no controle da inflação – ou, pelo menos, na teoria é assim que deveria funcionar. Isso acontece porque os juros altos tornam os empréstimos mais caros e, em consequência, é uma forma de desestimular a produção e o consumo. Mas, por outro lado, as taxas mais elevadas também tornam a recuperação da economia um pouco mais difícil; ou seja, tudo está interligado.

Ao diminuir os juros básicos, o Copom torna o crédito mais acessível – e barato, além de estimular a produção e o consumo; mas o controle da inflação fica enfraquecido. Então, para acontecer o corte da Selic, é necessário que a autoridade monetária esteja segura de que os preços estão controlados e sem correr o risco de subir. Assim, com tudo controlado, é possível favorecer a economia.

A taxa de juros básica é utilizada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia – por esse motivo a sigla SELIC. Além disso, ela é utilizada como referencial para as demais taxas de juros da economia do Brasil. Ao fazer o reajuste para cima, o BC mantém o excesso de demanda que impõe os preços; afinal, os juros elevados, além de encarecer o crédito, estimulam a poupança.

Quais os impactos na economia?

A taxa básica de juros também representa o custo do dinheiro, dos investimentos e do crédito; sendo assim, em tempos de juros altos tudo isso fica um pouco mais caro. Com a taxa Selic a 9,25% ao ano, os efeitos no setor econômico são a redução de crédito – tanto por aqueles que concedem quanto por aqueles que procuram. Além disso, a inflação acima de 10% impacta diretamente no consumo dos brasileiros; especialmente aqueles de baixa renda, que veem a redução do seu poder de compra.

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Redator especializado em finanças, focado em transformar temas complexos em conteúdos claros, práticos e acessíveis. Produz artigos sobre investimentos, economia, renda extra e educação financeira, sempre com linguagem objetiva e orientada para resultados.