No último dia 15 foi lançado o The Merge, a tão esperada fusão da criptomoeda Ethereum. Afinal, o que de fato muda depois dessa nova atualização? Entenda todos os detalhes acompanhando a leitura abaixo. Confira!

A chegada do The Merge deu muito o que falar! Depois de ser adiada por diversas vezes, a fusão da criptomoeda Ethereum finalmente aconteceu. No mercado desde 2015, a ETH, como era chamada a criptomoeda, não poderá mais ser minerada após a nova atualização onde ela deixa de atuar como Ethereum dando lugar a sua mais nova versão, a criptomoeda The Merge.
Mas o fato da ETH não estar mais disponível para mineração não é somente o que muda com essa novidade. Dentre as mudanças geradas pela fusão, uma das principais é que agora este modelo de criptomoeda deixa de operar como proof-of work, chamado PoW, e passa a ser operado como proof-of-stake, chamado PoS, com ênfase em reduzir o consumo de energia elétrica que normalmente é gasto para a mineração da criptomoeda.
Veja o que muda
Há expectativas bastante positivas em relação ao sucesso da nova versão chamada intitulada The Merge. Seus idealizadores fazem questão de destacar que este evento é conhecido, e passou por muito tempo por inúmeros testnets, além de vir sendo validado desde o mês de dezembro de 2020. Por isso, a tão esperada fusão é um evento marcante para a criptomoeda.
Agora, com a nova versão, os usuários deixarão de ter altos custos com energia elétrica. Em contrapartida, o custo agora será voltado para travar determinada quantia de capital para realizar a operação. Também poderá haver outros gastos normalmente relacionados a hardwares e softwares. Contudo, a soma ainda é bem inferior se comparado aos gastos anteriores para o processo.
Sendo assim, as previsões são que essa fusão tenha como parte mais afetada os mineradores do ether, se comparado aos detentores. Afinal, a atual mudança para o chamado PoS (proof-of-stake), fará com que o stake assuma de vez o cargo da mineração, sendo este o meio utilizado para que as transações na blockchain Ethereum sejam aprovadas.
The Merge mira modelo ESG
De acordo com o gerente de Customer Experience, César Felix, da NovaDAX, uma exchange nacional de serviços relacionados a criptoativos de alta liquidez, o alto consumo de energia elétrica faz com que o produto deixe de ser um modelo sustentável. Por isso, agora, com o The Merge, a Ethereum se posiciona no mercado como um modelo mais sustentável, diminuindo significativamente o consumo de energia elétrica.
A atualização da criptomoeda não tem um impacto tão grande no que se diz respeito ao token do projeto ao pensar em curto prazo e considerando as taxas baixas da rede. Depois da transição do The Merge, isso vai afetar de forma direta o valor de rentabilidade de staking, o qual a rede vai pagar. Por isso, não há com o que se preocupar com o impacto do projeto no modelo ESG.
Em resumo, o ESG, utilizado para abreviar Environmental, Social and Governance, trazido para o português como Governança Ambiental, Social e Corporativa. A sigla geralmente é utilizada ao se referir às práticas de uma empresa em questões ambientais, sociais e de governança. Também podemos dizer que o modelo ESG diz se o negócio trabalha em prol de minimizar os impactos negativos ao meio ambiente e na construção de um mundo mais sustentável.
O que muda para ETH e ERC-20

Depois da atualização em que o Ethereum passa para a ser operado como The Merge, após a fusão do criptoativo, considerando o caso de hard fork, os investidores por sua vez receberão a mesma quantia do token em sua nova cadeia de prova de participação, caso eles possuam atualmente na cadeia de prova de trabalho, quando houver um evento de hard fork.
Sendo assim, esses investidores poderão ter o mesmo número igualmente de tokens Ethereum, mesmo em duas blockchains distintas. Contudo, após a atualização do criptoativo, é importante que você se informe exatamente quais serão os impactos e mudanças, sendo você um investidor dessa criptomoeda. Ou seja, é importante se atualizar.
Existem riscos?
Não há como dizer ao certo se podemos considerar riscos com a nova fusão do Ethereum, agora que o The Merge já foi implementado. Contudo, pode ser que o sistema pare de funcionar, por algum motivo, ou mesmo, pode ser que o sistema possa ser prejudicado pelos validadores de blockchain, caso eles ajam de forma maliciosa depois da fusão da criptomoeda.
A verdade é que questões como essas poderiam manchar significativamente a reputação e imagem do Ethereum no mercado, podendo resultar até mesmo em uma queda grave do ativo. Mas, é muito improvável que tal evento venha acontecer. No entanto, ainda que não aconteça, é importante que as pessoas fiquem atentas quanto aos golpistas que utilizam airdrop e golpes de suporte.
É comum que os malfeitores tirem vantagem enquanto o status de NFTs (tokens não fungíveis) na nova versão do sistema possam ser explorados, enganando as pessoas e usuários. Por isso, ainda há muita especulação sobre os riscos. Contudo, os detentores e também os desenvolvedores estão muito animados e positivos com essa transição, na expectativa de que seja mais um grande passo para o criptoativo.
Pós fusão
Após o Ethereum se mover para um novo mecanismo de consenso, agora ele se torna um blockchain a mais na prova de participação. Mesmo que as forças principais como Avalanche e Solana tiveram o preço de suas moedas em queda, ainda é preciso acompanhar o desempenho dos meses seguintes para considerar um possível impulso após a fusão. Portanto, nos resta aguardar quais serão os resultados dessa atualização e torcer para que sejam positivos.
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